Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

90 anos sem os Romanov

Passam hoje 90 anos sobre a morte de Nicolau II e família em Ekaterinburgo. Nesta data, há 10 anos atrás, foram enterrados os corpos do antigo Czar, da esposa Alexandra e de três das suas filhas:

 

 

 

 

 


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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Curiosidades - Os ovos Fabergé

 

 

Karl Fabergé e os seus trabalhadores desenharam e construíram o primeiro ovo em 1885. Foi encomendado pelo Czar Alexandre III como uma surpresa de Páscoa para a sua esposa Maria Feodorovna.

 

Do lado de fora parecia um simples ovo de ouro branco, mas quando se abria, revelava um outro ovo de ouro puro onde se escondia uma galinha feita do mesmo material, com uma pequena coroa de rubis na cabeça.

 

O primeiro ovo Fabergé


A Imperatriz Maria gostou tanto da sua prenda que Alexandre nomeou Fabergé como “Fornecedor da Corte” e encomendou um ovo de Páscoa por ano a partir de aí, estipulando que deveria ser único e conter uma surpresa. O seu filho, Nicolau II, continuou a tradição, oferecendo todas as primaveras um ovo Fabergé à sua esposa Alexandra e também à sua mãe.

 

 

ovo dos palácios dinamarqueses (1890) oferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna

 

A partir de 1885 os ovos foram fabricados quase todos os anos. Assim que o desenho inicial era aprovado, o trabalho era levado a cabo por um grupo de artesãos sob as ordens de Fabergé, entre os quais se incluíam Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik Augut Kollin.

 

ovo relógio serpente azul (1887) oeferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna

 

Os ovos imperiais usufruíram de tal fama que Fabergé chegou mesmo a fabricar pelo menos 15 para clientes privados. Entres eles existe uma série de 7 ovos feitos para o industrial Alexandre Kelch. Eles não são tão majestosos quanto os ovos imperiais, nem tão originais, uma vez que, muitas vezes, não passavam de replicas daqueles que eram encomendados pelo Czar.

 

ovo Azova (1891) oferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna

 

Dos 69 ovos conhecidos, apenas 61 chegaram aos nossos dias. A grande maioria encontra-se em exposição em museus públicos por todo o mundo, embora a grande maioria (30) se encontre na Rússia. Dos 54 ovos imperiais conhecidos, sobreviveram 46.


Dos 8 ovos perdidos, existem apenas fotografias de dois, o da “Realeza Dinamarquesa” de 1903 e o “Ovo comemorativo de Alexandre III” de 1909

 

ovo "botão de rosa" (1895) oferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna

 

Depois da Revolução Russa, a “Casa de Farbegé” foi nacionalizada pelos bolcheviques e a família Fabegé” fugiu para a Suíça onde Peter Carl Fabargé morreu em 1920. Os palácios dos Romanov foram saqueados e os seus tesouros retirados, por ordem de Lenine, para os armazéns do Kremlin.

 

ovo da coroação (1897) oeferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna

 

Num leilão para adquirir mais dinheiro estrangeiro, Estaline mandou vender muitos dos ovos em 1927, depois de serem avaliados por Agathon Fabergé. Entre 1930 e 1933, 14 ovos imperiais abandonaram a Rússia. Muitos dos ovos foram vendidos a Amand Hammer, presidente do “Petróleo Ocidental” e amigo pessoal de Lenine, cujo pai foi um dos fundadores do Partido Comunista dos Estados Unidos. Emanuel Snowman, da loja de antiguidades de Wartski, Londres adquiriu também alguns.

 

ovo do Kremlin (1906) oferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna

 

Depois da colecção do Kremlin, a maior colecção de ovos Fabergé foi organizada por Malcolm Forbes, e apresentada em Nova Iorque. Com o total de 9 ovos e aproximadamente outros 180 objectos fabergé, a colecção foi leiloada no Sotheby’s em Fevereiro de 2004 pelos herdeiros da Forbes. Antes do leilão começar, a colecção foi comprada por uma quantia entre os 90 e 120 milhões de dólares por Victor Vekselberg. Os ovos imperiais desta colecção incluíam o primeiro ovo de sempre assim como o “ovo da coroação” (que apareceu no filme “Ocean’s 12” de 2004).

 

ovo "Pedro, o Grande" (1903) oferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna

 

Em Novembro de 2007, um relógio Fabergé, chamado de “Ovo Rothschild” pela “Christie’s” foi vendido num leilão por 8.9 milhões de libras. O preço atingiu dois recordes num leilão: a peça de tempo mais cara de sempre a ser vendida e o objecto russo mais caro, ultrapassando mesmo os 9,6 milhões de dólares pagos pelo “Ovo de Inverno” em 2002.

 

Ovo de Inverno (1913) oeferecido por Nicolau II a Maria Feodorovna

 

Localizações dos ovos Fabergé:

 

Museu do Kremlin, (Moscovo, Rússia) 10

 Colecção de Viktor Vekselberg, (Rússia) (antigo Forbes) 11

 Museu de Belas-Artes da Virginia, (Richmond, Virginia, EUA) 5

Museu de Arte de Nova Orleães, (Nova Orleães, Louisiana, EUA) 3

Colecção Real, (Londres, Reino Unido) 3

Fundação Edouard e Maurice Sandoz, (Suíça) 2

Museu Hillwood, (Washington, D.C, EUA) 2

Museu de Artes Walters, (Baltimore, Maryland, EUA) 2

 Museu de Arte de Cleveland, (Cleveland, Ohio, EUA) 1

Colecção de Alberto II do Monaco, (Monte-Carlo, Monaco) 1

Museu Nacional da Rússia, (Moscovo, Rússia) 1

Instituto Mineralógico Fersman, (Moscovo Rússia) 1

 Colecções Privadas 4

Localização desconhecida 8

 

ovo da constelação (1917). Nunca foi acabado.

 

Outros ovos:

 

ovo caucaso

 

ovo de cristal

 

 

ovo da imperatriz Maria

 

ovo cuco

 

ovo lirio

 

 

ovo pansey

 

ovo do iate

 

ovo do Palácio de Alexandre

 

ovo do czarevich

 

ovo relógio de lirios

 

ovo de flores selvagens

 

 

duas perspectivas do ovo comemorativo do 15º aniversário do reinado de Nicolau II

 

ovo das colunas

 

ovo do pavão

 

ovo militar

 

ovo do tricentenário

 

ovo do jubilo dinamarquês

 

ovo camuflagem

 

ovo da cruz vermelha

 

o ovo bétula foi um dos últimos projectos, mas nunca chegou a ser completado

música: William Fitzsimmons – Funeral Dress

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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Locais - O Palácio de Lavadia

 

 

O Palácio de Livadia era o refúgio de Verão do czar Nicolau II e da sua família. Localiza-se em Livadia, Crimeia no sul da Ucrânia. Foi lá que se realizou a Conferência de Yalta em 1945, altura em que o Presidente Franklin Delano Roosevelt e outros membros da comitiva americana ficaram instalados nos seus aposentos. Hoje em dia o Palácio é um museu, mas serve também como um importante centro político para encontros internacionais realizados na Ucrânia.

 

fachada oposta do palácio

 

Antigamente o palácio pertencia à família Potocki, mas tornou-se a residência de Verão da Família Imperial Russa por volta de 1860 quando o arquitecto Ippolito Monighetti lhe acrescentou um palácio maior, outro mais pequeno e ainda uma igreja. A residência era frequentada frequentemente por Alexandre II e pelo seu filho Alexandre III que acabou mesmo por morrer no palácio mais pequeno. Foi talvez pela desagradável recordação da morte do seu pai que Nicolau II destruiu dois dos palácios para tornar tudo numa única estrutura.

 

igreja do palácio (à esquerda)

 

Em 1909, Nicolau e a sua esposa viajaram pela Itália e ficaram encantados com os palácios de estilo renascentista mostrados pelo rei Victor Emanuel III. Quando regressaram, contrataram o arquitecto mais famoso de Yalta, Nikolai Krasnov, para começar os novos planos para o palácio. Segundo os diários do czar, a renovação do palácio foi muito discutida entre a família real e foi decidido que todas as quatro fachadas do palácio deveriam ser diferentes. Os trabalhos de renovação no palácio duraram 17 meses e a inauguração aconteceu no dia 11 de Setembro de 1911. Em Novembro desse mesmo ano, a Grã-Duquesa Olga celebrou aí o seu 16º aniversário.

 

dois pormenores do pátio italiano do palácio de Lavadia

 

Após a execução dos Romanov, o palácio chegou a servir de manicómio, e agora é um dos museus mais visitados da Ucrânia. A maioria dos artefactos históricos foi perdida, mas tudo o que foi recuperado pode ser visto por uma pequena taxa. Em Agosto de 2007, o palácio foi reconhecido como um “marco da História Moderna” pelo projecto “Sete Maravilhas da Ucrânia”.

 

sala de recepção principal onde foi realizada a conferência de Yalta

 

O Palácio de Livadia foi construido com granite branco da Crimeia em estilo Neo-renascentista. O edifício contém uma varanda principal feita com mármore italiano, um espaçoso pátio de estilo árabe, um pátio italiano, uma torre Florentina e janelas ornamentadas de estilo Bramantesco. Uma galeria liga o palácio com uma igreja de estilo Neo-bizantino construída em 1866.

 

sala de jantar particular

 

O palácio tem 116 divisões, cujos interiores estão mobilados em diferentes estilos. Existe um vestíbulo de estilo pompeano, uma sala de recreação de estilo inglês, uma sala de jantar neo-barroca e um escritório de estilo Jacob de madeira que despertava uma especial admiração a Nicolau II.

 

escritório de Nicolau II

 

Outras divisões:

 

biblioteca da czarina

 

 

dois pormenores da sala de estudo

 

sala de recepção de Nicolau II e Alexandra

 

sala de espera

 

pormenor do quarto imperial

 

pátio árabe

 

 

entrada principal

 

vista da varanda principal

 

pormenor do parque

música: The Clash – "I Fought the Law"

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Sábado, 5 de Julho de 2008

Rumores - Histórias de fantasmas relacionadas com os Romanov"

Normalmente quando uma família inteira é assassinada brutalmente numa cave de uma forma misteriosa sem que ninguém saiba ao certo o que aconteceu, espera-se que os fantasmas relacionados com essa mesma família sejam eles próprios. No entanto, a verdade é que, à excepção de raros relatos de pessoas que afirmam ter visto os Romanov na Igreja de Todos os Santos em Ekaterinburgo, (construída no local onde os corpos foram encontrados), e o fantasma da Czarina a vaguear pelo Palácio de Alexandre, as histórias de fantasmas que estão ligadas à última família imperial russa falam mais daqueles que os assombraram do que daqueles em que se tornaram.

 

Algumas dessas histórias espalharam-se por biografias, rumores e notícias...

 

Alexandra Feodorovna

um empregado do Museu do Palácio de Alexandre afirmou ter visto o fantasma da Czarina vaguear os corredores

 

Uma das primeiras histórias de fenómenos paranormais que, potencialmente, atormentavam a última família real russa data de 1894, ano em que Nicolau II se tornou czar da Rússia e é mencionada num artigo do "Indian Express" de 1998 intitulado "O Kremlin está assombrado":

 

"Segundo a tradição russa, uma visão do fantasma de Ivan, o Terrível, é sempre considerada como um sinal de mau agoro para quem estiver no poder. Diz-se que em 1894, quando o último czar Russo estava prestes a exercer funções e perto do seu casamento com a futura Imperatriz Alexandra Fedorovna, o espirito de Ivan, o Terrível, era visto com muita frequência. O czar e a sua família acabariam por ser assassinados pelos bolcheviques depois da Revolução de Outubro em 1917".

 

Ivan, o Terrivel

 

Poucos anos depois da coroação, em 1898, quando a filha mais velha do casal, Olga tinha 3 anos de idade, costumava dizer à sua ama, Miss Eagar, que via e falava com uma senhora velha com um vestido azul. Ninguém fez caso das afirmações da criança até que, um dia, quando ela e a ama passeavam pelo Palácio de Inverno, Olga apontou para um quadro de Maria Alexandrovna, sua bisavó e esposa de Alexandre II que tinha morrido em 1880 e identificou-a como sendo a mulher com quem falava. Esta história é contada no livro "Romanov Autumn" de Charlotte Zeepvat.

 


Olga, a filha mais velha do czar, afirmava ver e falar com a sua bisavó, morta 15 anos antes do seu nascimento


Outro relato sobre os fantasmas que assombravam a família encontra-se na biografia da ama das crianças Romanov e conta o que aconteceu com as duas filhas mais novas de Nicolau II, Maria e Anastasia, na noite de 5 de Novembro de 1903 quando a família se encontrava na Polónia na véspera da morte da prima mais velha das princesas:

 

"Sem aviso as duas pequenas Grã-duquesas, Maria e Anastasia, começaram a gritar e eu corri até ao quarto delas; Encontrei-as a ambas sentadas nas suas camas com expressões aterrorizadas. Disseram-me que estava um homem estranho no quarto que as tinha assustado. Os quartos estavam localizados numa suite, e apenas se podia entrar neles pela sala de jantar ou pelo segundo quarto e a esse apenas se poderia entrar a partir de um outro no qual a pequena Princesa [Elizabeth] se encontrava doente, logo ninguém poderia ter entrado naquele quarto sem o nosso conhecimento. O médico e o empregado do pequena Princesa tinham passado a noite inteira entre a sala de jantar e o quarto da Princesa.

 

Pensei que a luz do candeeiro podia ter feito com que uma sombra do quarto vizinho tivesse levado as crianças a pensar que estava alguém no quarto. Então mudei a posição dele, mas mesmo assim as crianças estavam com medo, e diziam que ele estava escondido por detrás da cortina. Acendi uma vela e peguei na pequena Anastasia ao colo, levando-a por todo o quarto para provar que não havia absolutamente nada para a assustar. O médico entrava e saía para acalmar a Maria, mas de nada valia a pena: ela não se acalmava e a Anastasia recusava-se a voltar para a cama, por isso sentei-me com ela e tentei reconfortá-la. Ela escondeu a cara no meu pescoço e agarrou-se a mim a tremer. Era terrível para mim vê-la tão assustada [...].

 

Segundo a sua ama, Anastasia e Maria também tiveram uma visita indesejada

 

A Maria continuava a falar sobre a pessoa horrível e levantava-se da cama aterrorizada muitas vezes. O médico continuava a entrar e a sair e contou-me que um médico desconhecido tinha sido chamado ao palácio e tinha dado uma injecção de cafeína a Elizabeth que sofria bastante [...]. Quando a Maria voltou a falar sobre o estranho homem, eu disse-lhe: "Um médico desconhecido veio aqui ajudar o Doutor H. a pôr a prima Ella boa e talvez tenha passado pelo vosso quarto por engano, ou talvez o tenham ouvido falar, mas não está ninguém aqui neste momento". Ela assegurou-me que o estranho não era um médico e não tinha entrado por aquela porta ou falado.


Subitamente ela levantou-se da cama e olhou para algo que eu não conseguia ver. "Oh!", disse ela, "ele foi para o quarto da prima Ella." A Anastasia sentou-se no meu joelho e disse, "Oh! Coitada da prima Ella, coitada da Princesa Elizabeth!" A pequena menina morreu na manhã seguinte."

 

A Princesa Elizabeth morreria no dia 6 de Novembro de 1903, aos 8 anos de idade comFebre Tifóide.

 

Mas não foi só a última família imperial que teve supostos encontros com o além.

 

Em 1849, a filha mais velha do czar Alexandre II, a Grã-Duquesa Alexandra Alexandrovna, morreu com 6 anos de idade. 11 anos mais tarde, em 1860, o seu pai afirmou ter-se encontrado com ela novamente:

 

"O fantasma de Alexandra supostamente apareceu juntamente com o do seu avô, Nicolau I da Rússia, durante duas sessões espirituais por volta de 1860, organizadas pela Grã-Duquesa Alexandra Iosifovna. O czar e outros membros da corte interessavam-se por espiritismo, que estava muito na moda na altura.

 

Numa destas reúniões, a mesa levantou-se alguns centimetros, rodopiou e raspou no chão, formando as palavras "Deus Salve o Czar!" O czar e outros presentes afirmaram terem sentido figuras fantasmagóricas tocarem-lhes. Os espiritos responderam a perguntas colocadas por Alexandre II, fazendo com que as letras do alfabeto que ele tinha escrito num papel que mantinha em frente de si se mexessem.

 

Uma aia afirmou mais tarde que as respostas não tinham a menor importância para as perguntas colocadas e questionou-os sobre o facto de darem mais importância a jogos do que a procurar verdadeiras respostas para as perguntas do czar. A mãe de Alexandra (Maria Alexandrovna) recusou-se a assistir à segunda sessão por considerar que os fantasmas eram "espiritos de mentiras" manipulados pelo demónio e que a sua filha não tinha, de facto, aparecido."


Alexandra Alexandrovna da Rússia

Um dos raros retractos da Grã-duquesa Alexandra Alexandrovna da

Rússia

Para além destas histórias, várias pessoas afirmam que existem fotografias da família nas quais são visíveis misteriosas figuras que não deveriam estar lá naquele momento... cada um que tire as suas próprias conclusões...

música: Joe Purdy - "I Love The Rain The Most"

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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Biografia - Maria Nikolaevna

 Maria Nikolaevna Romanova foi a terceira filha de Nicolau II e Alexandra Feodorovna, nascida a 26 de Junho de 1899, no Palácio de Petehof. Desde 1991 que se questionava se ela teria sobrevivido ao massacre que vitimou toda a sua família na noite de 17 de Julho de 1918, uma vez que alguns cientistas russos defenderam que era o seu corpo (e não o de Anastásia ) que faltava quando os corpos dos Romanov foram encontrados.

 

 

Maria nos braços da mãe com poucos meses de idade

 

Quando Maria nasceu, o seu pai, o czar Nicolau II, escreveu no seu diário:

 

 “Um dia feliz: o Senhor enviou-nos uma Terceira filha – Maria, que nasceu em segurança às 12:10! A Alix mal dormiu durante a noite, e de manhã as dores aumentaram. Graças a Deus que tudo acabou depressa! A minha querida sentiu-se bem durante todo o dia e alimentou ela própria a bebé… a tarde foi maravilhosa.”

 

 

Embora fosse bem recebida pela sua família, o nascimento de Maria acabou por se tornar também numa desilusão, uma vez que era a terceira rapariga que nascia e não o tão desejado herdeiro, tal como a sua tia Xenia escreveu no seu diário:

 

“Que alegria que tudo tenha acabado bem, e a anciedade da espera tenha, finalmente, acabado! Mas foi um desapontamento que não seja um filho. Coitada da Alix! Nós, claro, estamos encantados de qualquer maneira – quer seja um filho ou uma filha!”

 

Maria com as irmãs em 1901

 

Os seus contemporâneos descreveram Maria como uma bonita e sedutora menina, bem constituída, com cabelo castanho claro e grandes olhos azuis que eram conhecidos na família como "as safiras da Maria". O seu tutor francês, Pierre Gilliard , disse que Maria era alta, bonita , com bochechas rosadas. Tatiana Botkina achava que a expressão dos olhos de Maria era "calma e gentil". Quando era criança era comparada aos anjos de Botticelli. O Grande Duque Vladimir Alexandrovich apelidou-a de "o bebé amável " devido à sua simpatia.

 

 

Maria em 1901

 

Quando aprendeu a andar, a pequena Maria escapou da sua banheira e começou a correr pelo corredor do palácio nua, enquanto a sua ama, Margaretta Eagar , que adorava politica, estava a discutir sobre o caso de Dreyfus com um amigo. "Felizmente eu tinha acabado de chegar, peguei nela e levei-a de volta para a Miss Eagar que ainda estava a falar sobre Dreyfus," recordou a sua tia, a Grande-Duquesa Olga Alexandrovna da Rússia.

 

 

As suas irmãs mais velhas não gostavam de a incluir nas suas brincadeiras, chegando mesmo a referir-se a ela como "meia-irmã" por ser tão boa e nunca se meter em confusões, recordou Margaretta Eagar nas suas memórias. Contudo, em certas ocasiões, a menina querida podia tornar-se bastante malévola. Uma vez Maria roubou algumas bolachas da mesa de chá da mãe. Como castigo pelo seu comportamento surpreendente, a ama e Alexandra sugeriram enviá-la para a cama sem comer, contudo Nicolau não concordou. "Sempre tive medo das asas que lhe estavam a crescer. Estou satisfeito por ver que ela é apenas humana." disse ele.

 

Olga e  Tatiana "brincam" com a irmã

 

Maria tinha uma admiração especial pelo pai e era frequente fugir do quarto de brincar para "ir ter com o papá". Uma das suas aias, Miss Eagar recordou um episódio bem evidente do amor da pequena Maria por Nicolau:

 

“Quando ele estava doente na Crimeia, o seu desgosto por não o poder ver era excessivo. Eu tinha de manter a porta do quarto de brincar trancada ou então ela teria fugido para o corredor para o incomodar com os seus esforços para chegar até ele. Todas as tardes, depois do chá, ela sentava-se no chão do lado de fora do quarto de brincar a ouvir atentamente todos os sons que saiam do quarto dele. Se ela ouvisse a voz dele, ela esticava os seus braços pequeninos e chamava “Papá! Papá!”, e a alegria quando a deixaram vê-lo foi grande. Quando a Imperatriz veio ver as crianças na primeira noite depois de ter sido dada a notícia de que o Czar tinha febre tifóide, por acaso, ela estava a usar uma miniatura do Imperador ao pescoço. A meio dos seus soluços e lágrimas, a pequena Maria reparou nela e então subiu para o joelho da Imperatriz e cobriu a fotografia de beijos, e, partir daí, não houve nenhuma noite durante a sua doença em que ela fosse para a cama sem beijar a miniatura.”

 

Maria no meio das suas irmãs Olga e Tatiana

 

Maria e a sua irmã mais nova, Anastasia, eram conhecidas na família pelo "Par Pequeno" por serem as irmãs mais novas. Tal como as irmãs mais velhas, Olga e Tatiana, as duas partilhavam o quarto e passavam grande parte do tempo juntas.

 

Maria e Anastasia eram vestidas de forma semelhante em ocasiões especiais quando usavam variações do mesmo vestido. Maria tendia a ser dominada pela sua entusiástica e energética irmã mais nova. Quando Anastasia fazia rasteiras a pessoas que passavam por elas, troçava de outros ou tinha um ataque de raiva, Maria tentava sempre pedir desculpa, apesar de nunca ter conseguido parar a irmã mais nova.

 

Maria e Anastasia

 

Maria tinha gostos simples e era tão bondosa que, por vezes, as irmãs tiravam vantagem disso e chamavam-na de "fat little bow-wow ". Em 1910, a sua irmã Olga de 14 anos persuadiu Maria de 10 a escrever uma carta à sua mãe onde lhe pedia que desse a Olga o seu próprio quarto e que ela devia ter autorização para usar os seus vestidos. Mais tarde Maria tentou convencer a mãe de que a carta tinha sido ideia sua. A amiga da mãe, Lili Dehn , disse que ela não era tão espevitada como as irmãs, mas que tinha a sua própria opinião.

 

 

Maria e Tatiana em 1907

 

A sua ama relembrou uma história que mostra a bondade quase inocente da pequena Maria:

 

 “Quando regressamos a Czarskoe Selo, a Imperatriz mostrou sintomas de tosse compulsiva. A tosse espalhou-se rapidamente às suas quatro filhas. A ama russa e eu também a apanhamos. Eu tinha dito às crianças para que tivessem muito cuidado para não tossir para ninguém, ou então essa pessoa poderia contrair a doença. Elas foram muito obedientes. Um dia a pequena Grã-Duquesa Anastasia estava a tossir e espirrar muito, quando a Grã-Duquesa Maria foi ter com ela e, pondo a sua cara perto da dela, disse-lhe, “Bebé, querida, tossa para cima de mim.” Espantada com esta atitude, perguntei-lhe o que queria ela dizer e a criança disse, “Tenho tanta pena de ver a minha irmã mais nova tão doente. Pensei que se pudesse ficar com tosse ela pudesse melhorar.”

 

Maria com o pai em 1910

 

Quando Maria tinha 8 anos, teve o seu primeiro contacto com a morte após a sua prima Isabel de Hesse não resistir a um ataque de febre tifóide quando se encontrava de férias com os Romanov na Polónia. Maria fez poucas referências a isso, mas, numa ocasião mostrou lidar bem com o assunto:

“Um dia a Maria estava a ver uma imagem de Nydia, a rapariga cega de Pompeia. Ela perguntou-me por que razão era ela cega. Eu respondi que Deus, às vezes, põe as pessoas cegas e ninguém sabe porquê. Então ela disse, “Eu conheço alguém que sabe.” Eu disse, “Não, querida, acho que não. Ninguém sabe. “A prima Ella (Isabel de Hesse) sabe,” respondeu ela, “ela está no céu a falar com Deus e Ele está-lhe a dizer como é que Ele o fez e porquê.”

 

 

Maria tinha talento para desenhar e fazer caricaturas e usava sempre a mão esquerda, mas era geralmente desinteressada no seu trabalho escolar. Era surpreendentemente forte e, por vezes, divertia-se ao demonstrar como conseguia levantar os seus tutores do chão. Apesar de ser quase sempre simpática e gentil, havia alturas em que ela se tornava teimosa e, ocasionalmente, preguiçosa. A sua mãe queixou-se numa carta de que Maria estava "de mau humor" e estava "sempre a gritar" com as pessoas que a irritavam. Normalmente este mau humor coincidia com o seu período menstrual que era conhecido pela czarina e pelas filhas como "uma visita da Madame Becker ".

 

Maria  durante u ma aula de pintura

 

A jovem Maria tinha inúmeras paixonetas por jovens soldados com quem se encontrava no palácio e durante as férias de família. Ela adorava crianças e, se não fosse uma Grã-Duquesa, o seu maior sonho era casar-se com um soldado russo e ter uma grande família. Segundo Margaretta Eagar, a sua paixão por soldados começou desde muito cedo:

"Um dia a pequena Grã-Duquesa Maria estava a olhar pela janela para um regimento de soldados que marchavam por perto e exclamou: "Adoro estes soldados queridos; Quem me dera poder beijá-los a todos!" Eu disse: "Maria, meninas bem comportadas não beijam soldados." Alguns dias mais tarde, houve uma festa para crianças e os filhos do Grão-Duque Constantino estavam entre os convidados. Um deles tinha já 12 anos, tinha entrado para os cadetes e veio envergando o seu uniforme. Ele queria cumprimentar a pequena prima com um beijo, mas ela cobriu a boca com a mãe e afastou-se e disse com grande dignidade: "Vai-te embora soldado! Eu não beijo soldados." O rapaz ficou satisfeito por ser confundido com um soldado de verdade."

 

 

 

As cartas de Alexandra revelavam que a filha do meio da família, sentia-se, por vezes, insegura e excluída pelas suas irmãs mais velhas e temia que não fosse tão amada pelos pais como as outras. Alexandra assegurou-lhe de que todos a adoravam tanto como adoravam as irmãs e o irmão Alexis. Com 11 anos há relatos de que Maria desenvolveu uma dolorosa paixão por um jovem que tinha conhecido.

"Tenta não deixar os teus pensamentos prenderem-se nele,  foi isso o que o Nosso Amigo (Rasputin) disse," escreveu-lhe Alexandra no dia 6 de Dezembro de 1910. A sua mãe aconselhou-a a manter os seus sentimentos escondidos porque outras pessoas podiam dizer coisas pouco simpáticas sobre a sua paixoneta. "Não devemos deixar os outros ver o que sentimos por dentro, quando eles sabem que não é considerado próprio. Eu sei que ele gosta de ti como uma irmã e ajudar-te-ia a não te importares demais, porque ele sabe que tu, uma pequena Grã-Duquesa, não lhe deves dar grande importância.”

 

 


Maria rodeada da família em

 

Maria e as suas três irmãs eram, tal como a sua mãe, potenciais portadoras do gene da hemofilia. Um dos irmãos e dois sobrinhos de Alexandra, tal como dos seus tios maternais e muitos outros membros da sua família, eram já hemofílicos antes de a doença ser diagnosticada a Alexis, irmão mais novo de Maria. Ela própria teve uma grave hemorragia em Dezembro de 1914 durante uma operação para remover as amígdalas, de acordo com a sua tia, a Grã-Duquesa Olga Alexandrovna da Rússia, que foi entrevistada mais tarde na sua vida.   O médico que fez a cirurgia ficou tão enervado que teve de receber ordens para continuar por parte da mãe de Maria, Alexandra. Olga Alexandrovna acreditava que todas as quatro sobrinhas sangravam mais do que o normal e que eram portadoras do mesmo gene de hemofilia que a mãe.

 

Maria com o seu irmão Alexis

 

Por serem demasiado novas para serem enfermeiras quando a I Guerra Mundial rebentou, Maria e Anastasia limitaram-se a visitar soldados feridos no hospital onde trabalhavam as irmãs e a mãe. As duas adolescentes jogavam xadrez e bilhar com os soldados e tentavam animá-los. Um soldado ferido chamado Dimitri assinou o bloco de notas de Maria tratando-a pela sua alcunha.

 

Maria e Anastasia visitam  um hospital durante a I Guerra Mundial

 

Durante a guerra, Maria e Anastasia também visitavam a escola de enfermagem e ajudavam a cuidar das crianças. Quando queriam fazer uma pausa durante a guerra, Maria, as irmãs e a mãe visitavam às vezes o pai e o irmão Alexis quando eles estavam no quartel general em Mogilev. Durante estas visitas, Maria começou a sentir-se atraída por Nikolai Dmitrievich Demenkov, um oficial do quartel general. Quando voltavam a Tsarskoye Selo era frequente que ela pedisse ao pai para mandar cumprimentos seus a Demenkov e até chegava a assinar as cartas que enviava ao czar como "Senhora Demenkov".

 

 

Maria em 1914

 

A Revolução rebentou em São Petersburgo na Primavera de 1917. No pico do caos, as irmãs de Maria e irmão Alexis adoeceram com sarampo. A czarina manteve-se relutante em enviar os filhos para a sua residência segura em Gatchina, mesmo tendo sido aconselhada para o fazer. Maria foi a última dos cinco irmãos a adoecer e, enquanto esteve saudável, era a maior fonte de apoio da sua mãe. Maria foi rezar com os soldados que ainda se mantinham leais ao czar, com a mãe na noite de 13 de Março de 1917. Pouco depois, a adolescente de 17 anos adoeceu com sarampo ao qual se seguiu uma violenta pneumonia. Ao longo dos dias o seu estado de saúde complicou-se mais do que o esperado e chegou a ser necessário a ajuda artificial para respirar por ter os pulmões bloqueados. Durante a sua doença, Maria costumava ter pesadelos onde soldados desconhecidos matavam a sua mãe. Foi devido ao seu grave estado de saúde que o Governo Provisório não insistiu para que, pelo menos os filhos, abandonassem rapidamente o país.

 

Maria em 1915

 

O seu médico chegou mesmo a afirmar que não havia esperança de que a terceira Grã-Duquesa conseguisse sobreviver mais uma noite e pediu à Dama-de-Companhia da Czarina que a preparasse para a morte da filha, mas esta recusou-se afirmando que Alexandra tinha já muito com que se preocupar depois da abdicação do czar e sabia perfeitamente da gravidade do estado de saúde da filha. Eventualmente, contra todas as probabilidades, Maria conseguiu passar a noite e começou a recuperar nos dias que se seguiram. Foi apenas quando estava quase completamente recuperada que recebeu a notícia da abdicação do pai. Nesta altura, o Governo Provisório começava já a perder a sua influência para os bolcheviques e era tarde demais para a família deixar o país.

Anastasia, Maria e os pais num momento de descanço

 

A família foi capturada e presa, primeiro na sua casa em Czarskoe Selo e mais tarde em residenciais de Tobolsk e Ekaterinburgo, na Sibéria. Maria tentou ser amável com os guardas em ambos os locais e aprendeu depressa os seus nomes e detalhes sobre as suas mulheres e filhos. Inconsciente do perigo a que estava sujeita, comentou em Tobolsk de que seria feliz se vivesse lá para sempre se a deixassem passear pelo jardim sem ser acompanhada pelos guardas continuamente. Maria e a irmã Anastasia queimaram as suas cartas e diários em Abril de 1918 por temerem que as suas coisas fossem revistadas.

 

Maria  com  Anastasia  e  Tatiana  em  Tobolsk  (1917)

 

A Czarina Alexandra escolheu Maria para a acompanhar a si e a Nicolau II quando receberam ordens para serem transferidos para Ekaterinburgo e a família ficou separada durante um mês em Abril de 1918. De acordo com Sophie Buxhoevden, uma empregada que acompanhou a família, Maria tinha crescido muito durante os meses em que esteve presa com a família e a czarina sentia que podia confiar na sua terceira filha para a ajudar, uma vez que já não podia contar com a deprimida Olga nem com Anastasia que continuava a ser uma criança. Tatiana ficou para tomar conta do irmão Alexis.

 

Nas cartas que enviou às irmãs nesta nova fase, Maria descreveu a sua preocupação para com as novas restrições a que a família foi sujeita. Ela e os pais foram revistados pelos guardas da Casa Ipatiev e avisados de que novas inspecções iriam surgir enquanto lá estivessem. Foi também construída uma vedação que limitava a vista para a rua. "Que complicado é tudo agora," escreveu ela no dia 2 de Maio de 1918. "Vivemos tão pacificamente durante 8 meses e agora começou tudo de novo."

 

Maria (2ª da  direita)  e  os  irmãos  após   perderem  o  cabelo  após  ganharem  sarampo

 

Maria ocupou o tempo tentando fazer novas amizades com os guardas da "Casa Para Fins Especiais". Mostrou-lhes fotografias do seu álbum e conversou com eles sobre as suas famílias e as suas próprias esperanças para a nova vida em Inglaterra se fosse libertada. Alexander Strkotin, um dos guardas, recordou com apreço a sua beleza vigorosa e disse que ela nunca mostrou nenhum ar de grandeza.

 

Um antigo sentinela recordou que Maria era frequentemente levada pela sua mãe com "murmúrios severos e zangados", aparentemente por ser demasiado simpática com os guardas. Strekotin escreveu que as suas conversas começavam sempre com uma das raparigas a dizer: "Estamos tão aborrecidas! Em Tobolsk tinhamos sempre alguma coisa para fazer. Já sei! Tentem adivinhar o nome deste cão!" As adolescentes passavam pelos sentinelas a sussurrar e a dar rizadas de uma forma que eles consideravam "sedutora".

 

 

Tobolsk, 1917

 

Quando um dia um dos guardas contou uma anedota obscena às filhas do czar, deixando Tatiana bastante perturbada. Maria olhou-o nos olhos e disse, "Porque não se sentem enojados por vocês mesmos quando usam essas palavras vergonhosas? Não imaginam que podem ofender uma mulher bem nascida com elas e pô-la contra vocês? Tenham mais respeito e então nós podemos dar-nos todos bem." Ivan Kleschev, um guarda de 21 anos, declarou de que tinha intenções de casar com uma das Grã-Duquesas e, se os pais dela recusassem, ele a salvaria da Casa Ipatiev.

 

Maria  em 1915

 

Ivan Skorokhodov, um outro guarda da casa, conseguiu trazer um bolo de aniversário para comemorar os 19 anos de Maria no dia 26 de Junho de 1918. Maria afastou-se com ele do grupo para um momento privado e foram descobertos por dois dos seus superiores que resolveram fazer uma inspecção surpresa à família. Skorokhodov foi removido da sua posição pouco depois e por manter amizade com uma prisioneira. Nas suas memórias, vários guardas afirmaram que tanto a czarina como a sua irmã Olga pareceram zangadas com Maria nos dias que se seguiram ao incidente e Olga evitava mesmo a sua companhia.

 

 

Maria e  Olga

 

Na noite de 17 de Julho de 1918, toda a família foi executada na cave da Casa Ipatiev, no entanto o que verdadeiramente terá acontecido a Maria e à sua irmã Anastasia permaneceu um dos maiores mistérios do século XX que só muito recentemente foi desvendado.

 

Maria  e  Anastásia  em 1912

 

De acordo com o relato de um dos assassinos, Maria terá conseguido fugir e chegou até a um armazém onde bateu à porta, desesperada, pedindo ajuda. Mais tarde terá sido atingida por um tiro do Comissário Peter Emakov, que também a terá tentado esfaquear com a baioneta da arma e depois lhe deu um tiro na cabeça, mas pode ter falhado o alvo. Também se diz que ela poderá ter desmaiado e que conseguiu permanecer viva até que os corpos foram inspeccionados para que se tivesse a certeza de que toda a família estava morta. Maria terá gritado, o que fez com que fosse esfaqueada novamente. Quando a nova tentativa também falhou, diz-se que Emakov a terá agredido até ela se calar. Até hoje, mesmo tendo-se encontrado todos os corpos a sua causa de morte continua a ser desconhecida.

 

Maria  no  iate da  família

 

A suspeita de que Maria teria sobrevivido ao massacre voltou a ser considerada quando os corpos da família e empregados que os acompanhavam foram descobertos e analisados em 1991. Logo no dia em que se procedeu à abertura da sepultura, se chegou à conclusão de que faltavam dois corpos.

 

Após a análise dos corpos com a mais alta tecnologia da altura houve um dilema entre a equipa de cientistas americana e a russa, uma vez que os primeiros afirmavam que os corpos que faltavam eram os de Alexis e Anastasia e os outros diziam ter a certeza de que se tratava de Alexis e Maria.

 

Maria  em 1913

 

O assunto da possível sobrevivência de Maria é mesmo retratado de uma forma fantasiada no livro "The Kitchen Boy - Os últimos dias dos Romanov " de Robert Alexander que conta a história de um suposto ajudante de cozinha que viveu com a família real os dias de exílio na Casa Ipatiev e acaba por salvar a Grã-Duquesa .

 

Anastasia, Alexis, Alexandra e Maria em 1910

 

No dia 23 de Agosto de 2007, um arqueólogo russo anunciou que tinha descoberto partes de dois esqueletos queimados perto do local onde foram encontrados os restantes Romanov. Após 8 meses de exames intensivos complicados por diversas vezes devido ao avançado estado de deterioração dos restos mortais, no dia 30 de Abril de 2008, foi anunciado durante uma conferência de imprensa que os corpos pertenciam a Alexis e Maria, terminando assim um dos maiores mistérios do século XX.

Agora preparam-se os últimos pormenores para que os dois membros perdidos dos Romanov se juntem à sua família na Fortaleza de Pedro e Paulo onde se encontram enterrados todos os czares e famílias desde Pedro, o Grande.

 

Maria foi assasinada na noite de 17 de Julho de 1918, menos de um mês depois de completar 19 anos

música: Julien Doré - "Les Limits"

publicado por tuga9890 às 21:49
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