O Grão-Duque Jorge Alexandrovich nasceu no dia 9 de Maio de 1871 em Czarskoe Selo e era o terceiro filho de Alexandre III e da sua esposa, a Imperatriz Maria da Rússia. Foi chamado de Jorge em honra do seu tio e irmão mais novo da sua mãe, o rei Jorge I da Grécia. Quando nasceu o seu pai, como filho mais velho de Alexandre II, era o Czarevich da Rússia. A seguir ao seu irmão mais velho, o Grão-Duque Nicolau, o recém-nascido Jorge era o terceiro em linha de sucessão ao trono, uma vez que um outro irmão chamado Alexandre tinha morrido antes do seu nascimento com poucos meses de idade. Entre as sua família tinha a alcunha de “salgueiro”.

Jorge com poucos meses de idade entre a sua mãe e o irmão mais velho
Quando era uma criança, Jorge era mais forte e saudável do que o seu irmão Nicolau e podia ser descrito como o típico Romanov. Jorge era alto, ao contrário do seu irmão, bonito e muito divertido. Tinha tendência para se meter em problemas e ser malcomportado, mas como a sua mãe gostava demasiado dele, livrava-se dos castigos facilmente. Tal como os seus irmãos, ele foi criado à maneira inglesa. Dormiam em camas amovíveis e levantavam-se às 6 da manhã para tomar banhos de água fria, sendo que apenas em raras ocasiões tinham autorização para tomar banhos com água quente na casa de banho da mãe. O pequeno-almoço consistia normalmente de papas de aveia e pão preto. Ao almoço eram servidos bolos de carne ou bife grelhado com ervilhas e batatas assadas r ao lanche tinham pão com manteiga ou geleia. Bolos só se serviam em ocasiões muito especiais.

Jorge (à esquerda) com o irmão Nicolau
Nicolau e Jorge partilhavam uma sala de estar, uma sala de jantar, um quarto de brincar e um quarto de dormir, todos mobilados de forma muito simples. A mãe de Jorge ensinou-lhe que a vida familiar era muito importante. Devido ao casamento feliz dos seus pais, ele foi criado numa atmosfera de amor e segurança que faltava em muitas casas reais. No dia 27 de Maio de 1883, os pais de Jorge foram coroados numa cerimónia magnífica na Catedral Uspensky no Kremlin de Moscovo. Os novos imperadores receberam uma homenagem por parte da família imperial incluindo dos seus filhos Nicolau e Jorge, ambos de uniforme. Foi uma grande ocasião na vida do jovem Grão-Duque. A maior parte do tempo a família vivia na segurança e conforto do Palácio de Gatchina.

Nicolau e Jorge (à direita)
Jorge era considerado o mais inteligente de todas as crianças imperiais. Também era muito social, ao contrário do seu irmão. Jorge e Nicolau partilhavam os mesmos tutores, mas estudavam em salas diferentes. Mais tarde frequentaram o curso na Academia Naval Russa. Ambos os irmãos falavam e escreviam Inglês na perfeição e gostavam bastante de desporto, particularmente de caça e pesca. Também falavam fluentemente Francês e um pouco de Alemão e Dinamarquês. Jorge dava sinais de uma grande carreira na Marinha antes de adoecer com tuberculose em 1890.

Jorge (em cima) com os irmãos Miguel, Xenia e Nicolau
O Imperador e a Imperatriz decidiram enviar Nicolau e Jorge numa viagem de 9 meses pelo mundo em 1890. Jorge iria como cadete naval e Nicolau para completar a sua educação vendo algo diferente por todo o mundo. Maria Feodorovna esperava que o sol quente e os ares marítimos fizessem bem à saúde do seu filho. Eles deixaram Gatchina no dia 4 de Novembro de 1890. A Imperatriz nunca se tinha separado dos filhos por tanto tempo dos seus filhos e sentiu imensas saudades deles. “Não podes imaginar como é triste e difícil estar aqui sem ti, meu anjo, e como dói pensar nesta longa separação”, escreveu ela numa carta a Jorge.

Jorge com os pais
Os seus dois irmãos foram até à Grécia num navio de Guerra para se juntarem aos seus primos que incluíam o Príncipe Jorge da Grécia, conhecido como o “Jorge Grego”.A partir daí eles viajaram até ao Egipto. Quando chegaram a Bombaim na Índia, Nicolau enviou um telegrama à sua mãe onde dizia que Jorge não tinha saído do navio porque tinha problemas na perna. Apesar de garantir aos pais que estava perfeitamente bem, eles foram subitamente informados de que ele tinha febre alta e ia regressar a casa. A Imperatriz ficou alarmada. “Não consegues imaginar a angústia que tenho passado nestes últimos dias”, escreveu ela. “Apesar de todas as análises… tenho de levar as coisas com calma, e convencer-me a mim própria que é apenas uma simples e horrível malária e que vai passar com uma mudança de ares.” Jorge, na verdade, sofria de bronquite aguda e foi enviado para Atenas onde foi examinado por médios reais. A Imperatriz ficou nervosa por ambos os filhos: Jorge porque sentiu bem o seu desapontamento e Nicolau que estava agora sem a companhia do irmão.

Em Novembro de 1894, Alexandre III morreu subitamente e Nicolau subiu ao trono. Na altura, Nicolau não tinha filhos, por isso, de acordo com as leis de sucessão russas, Jorge tornou-se Czarevitch e estava em primeiro lugar para a sucessão ao trono.
A fraca saúde de Jorge forçou-o a mudar-se para Borjomi, na Geórgia. Foi-lhe impossível regressar a São Petersburgo para o funeral do pai, Alexandre III, uma vez que os médicos o proibiram. Nicolau escreveu ao seu irmão, “Rezo constantemente a Deus para que te envie uma recuperação rápida e completa, bem como conforto para ti, porque é muito mais difícil estar sozinho depois de tão grande desgosto do que estar, como nós, juntos!” Jorge também faltou aos baptizados das suas sobrinhas Olga e Tatiana. Pouco depois do nascimento da terceira filha de Nicolau, Maria, em Junho de 1899, Jorge escreveu ao seu irmão mais velho, “Estou terrivelmente triste por não ter conseguido ainda ver e conhecer as tuas filhas, mas o que posso fazer? Significa que não é destino, mas sim a vontade de Deus.”

Jorge nos seus últimos anos em Borjomi, na Geórgia
As visitas da sua mãe à Geórgia eram muito agradáveis. Em 1895, Jorge e Maria Feodorovna visitaram a Dinamarca, uma vez que já não viam os seus parentes dinamarqueses há mais de 4 anos. Foi uma visita triste, uma vez que foi a primeira sem o antigo Czar. Depois, subitamente, a sua saúde piorou. “Ontem, no jardim, ele expectorou com algum sangue… isso assustou-me mais do que consigo dizer – a surpresa de o ver foi um verdadeiro choque, porque ele tinha estado tão bem ultimamente. Estou bastante desesperada por isto ter acontecido aqui.”
Como resultado, Jorge foi proibido de fumar e obrigado a ficar na cama até estar em condições para o seu regresso à Geórgia. Quando escreveu novamente a Nicolau, Jorge contou-lhe sobre a sua viagem à Dinamarca, “Claro que foi bom ver a família ao fim de 4 anos, mas não me fez nada bem, uma vez que perdi 2 quilos e meio que tinha conseguido ganhar com muita dificuldade em Maio e Junho. Também já não consigo respirar muito bem. Por isso são estes os resultados da minha viagem. Muito irritante.”

Jorge morreu subitamente no dia 9 de Agosto de 1899, aos 28 anos. Ele tinha saído na sua mota e, algumas horas depois, quando não regressou, os seus empregados preocupados foram à sua procura. Quando o encontraram era tarde demais. Uma camponesa tinha-o encontrado desmaiado numa vala na estrada com sangue a sair-lhe da boca enquanto lutava por respirar. Ela segurou-o nos seus braços até que ele morreu. A notícia chegou a Nicolau por telegrama e foi ele que teve a difícil tarefa de contar à sua mãe. Ela entrou num estado de verdadeira histeria. Durante muito tempo ela acreditou que o seu estado de saúde estava a melhorar a morte do filho foi um choque terrível.

A sua família ficou completamente devastada. Nicolau ficou particularmente afectado, uma fez que se tratava do seu irmão mais novo e companheiro de juventude. O Grão-Duque Constantino Constantinovich escreveu, “Todos estavam afectados por esta notícia triste e repentina”. A Rainha Vitória escreveu a Nicolau II, “Aceita a expressão dos meus mais sinceros pêsames no meu deste tempo de tristeza, pois eu sei bem a ligação que tinhas com o pequeno Jorge, cuja vida foi tão triste e só.” Em resposta, Maria Feodorovna disse, “Muito obrigada pela vossa sincera simpatia neste momento terrível. O meu pobre e querido filho morreu bastante só. Estou de coração partido.

Jorge (em pé à direita) com os irmãos
No dia 14 de Agosto de 1899, o corpo de Jorge foi enterrado na Catedral da Fortaleza Pedro e Paulo em São Petersburgo, perto do local onde se encontrava o seu pai Alexandre III. Durante o funeral, a sua mãe não verteu uma única lágrima, mas manteve uma expressão de sofrimento profundo. Quando o caixão estava a ser baixado para o seu tumulo, Maria Feodorovna ficou ao lado da sua filha Xenia, agarrando-lhe o braço e, subitamente, olhando para ela com os olhos muito abertos, disse alto o suficiente para que todos a pudessem ouvir: “Vamos para casa. Já não aguento mais!” e saiu rapidamente. Ninguém chegou a ter tempo para deitar flores para o túmulo. Na carruagem ela chorou bastante, apertando o chapéu de Jorge que tinha tirado do caixão contra o peito.

Jorge (primeiro da direita) com o irmão Nicolau e a irmã Xenia
Nicolau II sempre recordou Jorge e o seu sentido de humor. Quando Jorge contava uma anedota, Nicolau escrevia as melhores em pedaços de papel e guardava-os numa caixa. Anos após a morte do seu irmão mais novo, não era raro ouvir o Czar a rir-se sozinho no seu escritório, ao rever a caixa de anedotas. Quando o irmão mais novo de Jorge, Miguel, teve o seu primeiro filho em 1910 deu-lhe o seu nome. No entanto este Jorge também morreria novo em 1931 depois de um acidente de carro quando tinha 20 anos.

Jorge (em baixo) com Nicolau
Décadas mais tarde, o seu corpo foi exumado para que se pudesse extrair uma amostra de AND que seria comparada com os restos mortais encontrados em Ekaterinburgo em 1991 para comprovar se estes pertenciam ao seu irmão Nicolau e restante família. O resultado mostrou uma compatibilidade exacta. Mesmo depois da morte, Jorge provou ser uma grande ajuda para o seu irmão.

Na Rússia do século XX, o Czar Nicolau II e a sua esposa Alexandra têm o seu único filho e herdeiro ao trono a sofrer de Hemofilia. Quando a medicina convencional falha para o ajudar, Alexandra procura um tratamento sagrado.
O Padre Gregório Rasputine, um camponês necessitado que afirma ter tido uma visão da Virgem Maria que lhe disse para ajudar o Czar, consegue ligações ao Palácio. Apesar de Nicolau e do médico da corte serem sépticos quanto aos alegados poderes curativos de Rasputine, o jovem Alexis rapidamente cria laços com o charlatão/profeta, por isso ele permanece na Corte Imperial. Mas o comportamento inapropriado de Rasputine associado às longas noites de bebida e mulheres enfurecem a aristocracia e pressiona ainda mais a já tensa relação de Nicolau com os seus súbditos. Com a semente da revolução a respirar, torna-se cada vez mais aparente que um mau final espera a Família Imperial.
O filme que valeu um Emmy a Alan Rickman e que mostra, talvez, o papel mais másculo do Ian McKellen...
Imagens:













Vídeo:
Com:
Alan Rickman - Rasputine
Greta Scacchi - Alexandra
Ian Mckellen - Nicolau II
Freddie Findlay - Alexis
David Warner - Dr. Botkin
John Wood - Stolypin
James Frain - Principe Felix Yusupov
Yelena Malashevskaya - Olga
Natasha Reshetnikova - Tatiana
Zsofia Ivony - Maria
Patricia Kovács - Anastasia
O filme está disponivel para download no site Frozen Tears e, embora não seja tão bom nem tão fiel como "Nicolau e Alexandra" e outros filmes do mesmo calibre, não deixa de ser bom entretenimento!

Karl Fabergé e os seus trabalhadores desenharam e construíram o primeiro ovo em 1885. Foi encomendado pelo Czar Alexandre III como uma surpresa de Páscoa para a sua esposa Maria Feodorovna.
Do lado de fora parecia um simples ovo de ouro branco, mas quando se abria, revelava um outro ovo de ouro puro onde se escondia uma galinha feita do mesmo material, com uma pequena coroa de rubis na cabeça.

O primeiro ovo Fabergé
A Imperatriz Maria gostou tanto da sua prenda que Alexandre nomeou Fabergé como “Fornecedor da Corte” e encomendou um ovo de Páscoa por ano a partir de aí, estipulando que deveria ser único e conter uma surpresa. O seu filho, Nicolau II, continuou a tradição, oferecendo todas as primaveras um ovo Fabergé à sua esposa Alexandra e também à sua mãe.


ovo dos palácios dinamarqueses (1890) oferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna
A partir de 1885 os ovos foram fabricados quase todos os anos. Assim que o desenho inicial era aprovado, o trabalho era levado a cabo por um grupo de artesãos sob as ordens de Fabergé, entre os quais se incluíam Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik Augut Kollin.

ovo relógio serpente azul (1887) oeferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna
Os ovos imperiais usufruíram de tal fama que Fabergé chegou mesmo a fabricar pelo menos 15 para clientes privados. Entres eles existe uma série de 7 ovos feitos para o industrial Alexandre Kelch. Eles não são tão majestosos quanto os ovos imperiais, nem tão originais, uma vez que, muitas vezes, não passavam de replicas daqueles que eram encomendados pelo Czar.

ovo Azova (1891) oferecido por Alexandre III a Maria Feodorovna
Dos 69 ovos conhecidos, apenas 61 chegaram aos nossos dias. A grande maioria encontra-se em exposição em museus públicos por todo o mundo, embora a grande maioria (30) se encontre na Rússia. Dos 54 ovos imperiais conhecidos, sobreviveram 46.
Dos 8 ovos perdidos, existem apenas fotografias de dois, o da “Realeza Dinamarquesa” de 1903 e o “Ovo comemorativo de Alexandre III” de 1909

ovo "botão de rosa" (1895) oferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna
Depois da Revolução Russa, a “Casa de Farbegé” foi nacionalizada pelos bolcheviques e a família Fabegé” fugiu para a Suíça onde Peter Carl Fabargé morreu em 1920. Os palácios dos Romanov foram saqueados e os seus tesouros retirados, por ordem de Lenine, para os armazéns do Kremlin.

ovo da coroação (1897) oeferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna
Num leilão para adquirir mais dinheiro estrangeiro, Estaline mandou vender muitos dos ovos em 1927, depois de serem avaliados por Agathon Fabergé. Entre 1930 e 1933, 14 ovos imperiais abandonaram a Rússia. Muitos dos ovos foram vendidos a Amand Hammer, presidente do “Petróleo Ocidental” e amigo pessoal de Lenine, cujo pai foi um dos fundadores do Partido Comunista dos Estados Unidos. Emanuel Snowman, da loja de antiguidades de Wartski, Londres adquiriu também alguns.

ovo do Kremlin (1906) oferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna
Depois da colecção do Kremlin, a maior colecção de ovos Fabergé foi organizada por Malcolm Forbes, e apresentada em Nova Iorque. Com o total de 9 ovos e aproximadamente outros 180 objectos fabergé, a colecção foi leiloada no Sotheby’s em Fevereiro de 2004 pelos herdeiros da Forbes. Antes do leilão começar, a colecção foi comprada por uma quantia entre os 90 e 120 milhões de dólares por Victor Vekselberg. Os ovos imperiais desta colecção incluíam o primeiro ovo de sempre assim como o “ovo da coroação” (que apareceu no filme “Ocean’s 12” de 2004).

ovo "Pedro, o Grande" (1903) oferecido por Nicolau II a Alexandra Feodorovna
Em Novembro de 2007, um relógio Fabergé, chamado de “Ovo Rothschild” pela “Christie’s” foi vendido num leilão por 8.9 milhões de libras. O preço atingiu dois recordes num leilão: a peça de tempo mais cara de sempre a ser vendida e o objecto russo mais caro, ultrapassando mesmo os 9,6 milhões de dólares pagos pelo “Ovo de Inverno” em 2002.

Ovo de Inverno (1913) oeferecido por Nicolau II a Maria Feodorovna
Localizações dos ovos Fabergé:
Museu do Kremlin, (Moscovo, Rússia) 10
Colecção de Viktor Vekselberg, (Rússia) (antigo Forbes) 11
Museu de Belas-Artes da Virginia, (Richmond, Virginia, EUA) 5
Museu de Arte de Nova Orleães, (Nova Orleães, Louisiana, EUA) 3
Colecção Real, (Londres, Reino Unido) 3
Fundação Edouard e Maurice Sandoz, (Suíça) 2
Museu Hillwood, (Washington, D.C, EUA) 2
Museu de Artes Walters, (Baltimore, Maryland, EUA) 2
Museu de Arte de Cleveland, (Cleveland, Ohio, EUA) 1
Colecção de Alberto II do Monaco, (Monte-Carlo, Monaco) 1
Museu Nacional da Rússia, (Moscovo, Rússia) 1
Instituto Mineralógico Fersman, (Moscovo Rússia) 1
Colecções Privadas 4
Localização desconhecida 8

ovo da constelação (1917). Nunca foi acabado.
Outros ovos:

ovo caucaso

ovo de cristal


ovo da imperatriz Maria

ovo cuco

ovo lirio

ovo pansey

ovo do iate

ovo do Palácio de Alexandre

ovo do czarevich

ovo relógio de lirios

ovo de flores selvagens


duas perspectivas do ovo comemorativo do 15º aniversário do reinado de Nicolau II

ovo das colunas

ovo do pavão

ovo militar

ovo do tricentenário

ovo do jubilo dinamarquês

ovo camuflagem

ovo da cruz vermelha

o ovo bétula foi um dos últimos projectos, mas nunca chegou a ser completado

O Palácio de Livadia era o refúgio de Verão do czar Nicolau II e da sua família. Localiza-se em Livadia, Crimeia no sul da Ucrânia. Foi lá que se realizou a Conferência de Yalta em 1945, altura em que o Presidente Franklin Delano Roosevelt e outros membros da comitiva americana ficaram instalados nos seus aposentos. Hoje em dia o Palácio é um museu, mas serve também como um importante centro político para encontros internacionais realizados na Ucrânia.

fachada oposta do palácio
Antigamente o palácio pertencia à família Potocki, mas tornou-se a residência de Verão da Família Imperial Russa por volta de 1860 quando o arquitecto Ippolito Monighetti lhe acrescentou um palácio maior, outro mais pequeno e ainda uma igreja. A residência era frequentada frequentemente por Alexandre II e pelo seu filho Alexandre III que acabou mesmo por morrer no palácio mais pequeno. Foi talvez pela desagradável recordação da morte do seu pai que Nicolau II destruiu dois dos palácios para tornar tudo numa única estrutura.

igreja do palácio (à esquerda)
Em 1909, Nicolau e a sua esposa viajaram pela Itália e ficaram encantados com os palácios de estilo renascentista mostrados pelo rei Victor Emanuel III. Quando regressaram, contrataram o arquitecto mais famoso de Yalta, Nikolai Krasnov, para começar os novos planos para o palácio. Segundo os diários do czar, a renovação do palácio foi muito discutida entre a família real e foi decidido que todas as quatro fachadas do palácio deveriam ser diferentes. Os trabalhos de renovação no palácio duraram 17 meses e a inauguração aconteceu no dia 11 de Setembro de 1911. Em Novembro desse mesmo ano, a Grã-Duquesa Olga celebrou aí o seu 16º aniversário.


dois pormenores do pátio italiano do palácio de Lavadia
Após a execução dos Romanov, o palácio chegou a servir de manicómio, e agora é um dos museus mais visitados da Ucrânia. A maioria dos artefactos históricos foi perdida, mas tudo o que foi recuperado pode ser visto por uma pequena taxa. Em Agosto de 2007, o palácio foi reconhecido como um “marco da História Moderna” pelo projecto “Sete Maravilhas da Ucrânia”.

sala de recepção principal onde foi realizada a conferência de Yalta
O Palácio de Livadia foi construido com granite branco da Crimeia em estilo Neo-renascentista. O edifício contém uma varanda principal feita com mármore italiano, um espaçoso pátio de estilo árabe, um pátio italiano, uma torre Florentina e janelas ornamentadas de estilo Bramantesco. Uma galeria liga o palácio com uma igreja de estilo Neo-bizantino construída em 1866.

sala de jantar particular
O palácio tem 116 divisões, cujos interiores estão mobilados em diferentes estilos. Existe um vestíbulo de estilo pompeano, uma sala de recreação de estilo inglês, uma sala de jantar neo-barroca e um escritório de estilo Jacob de madeira que despertava uma especial admiração a Nicolau II.

escritório de Nicolau II
Outras divisões:

biblioteca da czarina


dois pormenores da sala de estudo

sala de recepção de Nicolau II e Alexandra

sala de espera

pormenor do quarto imperial

pátio árabe


entrada principal

vista da varanda principal

pormenor do parque
Normalmente quando uma família inteira é assassinada brutalmente numa cave de uma forma misteriosa sem que ninguém saiba ao certo o que aconteceu, espera-se que os fantasmas relacionados com essa mesma família sejam eles próprios. No entanto, a verdade é que, à excepção de raros relatos de pessoas que afirmam ter visto os Romanov na Igreja de Todos os Santos em Ekaterinburgo, (construída no local onde os corpos foram encontrados), e o fantasma da Czarina a vaguear pelo Palácio de Alexandre, as histórias de fantasmas que estão ligadas à última família imperial russa falam mais daqueles que os assombraram do que daqueles em que se tornaram.
Algumas dessas histórias espalharam-se por biografias, rumores e notícias...

um empregado do Museu do Palácio de Alexandre afirmou ter visto o fantasma da Czarina vaguear os corredores
Uma das primeiras histórias de fenómenos paranormais que, potencialmente, atormentavam a última família real russa data de 1894, ano em que Nicolau II se tornou czar da Rússia e é mencionada num artigo do "Indian Express" de 1998 intitulado "O Kremlin está assombrado":
"Segundo a tradição russa, uma visão do fantasma de Ivan, o Terrível, é sempre considerada como um sinal de mau agoro para quem estiver no poder. Diz-se que em 1894, quando o último czar Russo estava prestes a exercer funções e perto do seu casamento com a futura Imperatriz Alexandra Fedorovna, o espirito de Ivan, o Terrível, era visto com muita frequência. O czar e a sua família acabariam por ser assassinados pelos bolcheviques depois da Revolução de Outubro em 1917".
Ivan, o Terrivel
Poucos anos depois da coroação, em 1898, quando a filha mais velha do casal, Olga tinha 3 anos de idade, costumava dizer à sua ama, Miss Eagar, que via e falava com uma senhora velha com um vestido azul. Ninguém fez caso das afirmações da criança até que, um dia, quando ela e a ama passeavam pelo Palácio de Inverno, Olga apontou para um quadro de Maria Alexandrovna, sua bisavó e esposa de Alexandre II que tinha morrido em 1880 e identificou-a como sendo a mulher com quem falava. Esta história é contada no livro "Romanov Autumn" de Charlotte Zeepvat.

Olga, a filha mais velha do czar, afirmava ver e falar com a sua bisavó, morta 15 anos antes do seu nascimento
Outro relato sobre os fantasmas que assombravam a família encontra-se na biografia da ama das crianças Romanov e conta o que aconteceu com as duas filhas mais novas de Nicolau II, Maria e Anastasia, na noite de 5 de Novembro de 1903 quando a família se encontrava na Polónia na véspera da morte da prima mais velha das princesas:
"Sem aviso as duas pequenas Grã-duquesas, Maria e Anastasia, começaram a gritar e eu corri até ao quarto delas; Encontrei-as a ambas sentadas nas suas camas com expressões aterrorizadas. Disseram-me que estava um homem estranho no quarto que as tinha assustado. Os quartos estavam localizados numa suite, e apenas se podia entrar neles pela sala de jantar ou pelo segundo quarto e a esse apenas se poderia entrar a partir de um outro no qual a pequena Princesa [Elizabeth] se encontrava doente, logo ninguém poderia ter entrado naquele quarto sem o nosso conhecimento. O médico e o empregado do pequena Princesa tinham passado a noite inteira entre a sala de jantar e o quarto da Princesa.
Pensei que a luz do candeeiro podia ter feito com que uma sombra do quarto vizinho tivesse levado as crianças a pensar que estava alguém no quarto. Então mudei a posição dele, mas mesmo assim as crianças estavam com medo, e diziam que ele estava escondido por detrás da cortina. Acendi uma vela e peguei na pequena Anastasia ao colo, levando-a por todo o quarto para provar que não havia absolutamente nada para a assustar. O médico entrava e saía para acalmar a Maria, mas de nada valia a pena: ela não se acalmava e a Anastasia recusava-se a voltar para a cama, por isso sentei-me com ela e tentei reconfortá-la. Ela escondeu a cara no meu pescoço e agarrou-se a mim a tremer. Era terrível para mim vê-la tão assustada [...].

Segundo a sua ama, Anastasia e Maria também tiveram uma visita indesejada
A Maria continuava a falar sobre a pessoa horrível e levantava-se da cama aterrorizada muitas vezes. O médico continuava a entrar e a sair e contou-me que um médico desconhecido tinha sido chamado ao palácio e tinha dado uma injecção de cafeína a Elizabeth que sofria bastante [...]. Quando a Maria voltou a falar sobre o estranho homem, eu disse-lhe: "Um médico desconhecido veio aqui ajudar o Doutor H. a pôr a prima Ella boa e talvez tenha passado pelo vosso quarto por engano, ou talvez o tenham ouvido falar, mas não está ninguém aqui neste momento". Ela assegurou-me que o estranho não era um médico e não tinha entrado por aquela porta ou falado.
Subitamente ela levantou-se da cama e olhou para algo que eu não conseguia ver. "Oh!", disse ela, "ele foi para o quarto da prima Ella." A Anastasia sentou-se no meu joelho e disse, "Oh! Coitada da prima Ella, coitada da Princesa Elizabeth!" A pequena menina morreu na manhã seguinte."

A Princesa Elizabeth morreria no dia 6 de Novembro de 1903, aos 8 anos de idade comFebre Tifóide.
Mas não foi só a última família imperial que teve supostos encontros com o além.
Em 1849, a filha mais velha do czar Alexandre II, a Grã-Duquesa Alexandra Alexandrovna, morreu com 6 anos de idade. 11 anos mais tarde, em 1860, o seu pai afirmou ter-se encontrado com ela novamente:
"O fantasma de Alexandra supostamente apareceu juntamente com o do seu avô, Nicolau I da Rússia, durante duas sessões espirituais por volta de 1860, organizadas pela Grã-Duquesa Alexandra Iosifovna. O czar e outros membros da corte interessavam-se por espiritismo, que estava muito na moda na altura.
Numa destas reúniões, a mesa levantou-se alguns centimetros, rodopiou e raspou no chão, formando as palavras "Deus Salve o Czar!" O czar e outros presentes afirmaram terem sentido figuras fantasmagóricas tocarem-lhes. Os espiritos responderam a perguntas colocadas por Alexandre II, fazendo com que as letras do alfabeto que ele tinha escrito num papel que mantinha em frente de si se mexessem.
Uma aia afirmou mais tarde que as respostas não tinham a menor importância para as perguntas colocadas e questionou-os sobre o facto de darem mais importância a jogos do que a procurar verdadeiras respostas para as perguntas do czar. A mãe de Alexandra (Maria Alexandrovna) recusou-se a assistir à segunda sessão por considerar que os fantasmas eram "espiritos de mentiras" manipulados pelo demónio e que a sua filha não tinha, de facto, aparecido."
Um dos raros retractos da Grã-duquesa Alexandra Alexandrovna da
Rússia
Para além destas histórias, várias pessoas afirmam que existem fotografias da família nas quais são visíveis misteriosas figuras que não deveriam estar lá naquele momento... cada um que tire as suas próprias conclusões...
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