Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Notícias - Mais Membros da Família Reabilitados

Após a reabilitação de Nicolau II e da sua família mais próxima em Setembro passado, os Tribunais russos decidiram seguir o mesmo caminho com outras seis vitimas da última familia imperial do Império Russo.

 

Desta vez os escolhidos foram as seis vítimas da chamada "Tragédia de Alapaevsk", ocurrida apenas um dia após o assassinato do Czar. Na noite de 17 para 18 de Julho de 1918, um grupo constituído principalmente por Príncipes Romanov acompanhados do Grão-duque Sérgio Mikhailovich e da Grã-duquesa Isabel Feodorovna, irmã da Imperatriz, foi levado de carro desde a escola onde tinham vivido as suas últimas semanas em Ekaterinburgo até aos bosques cercanos de Alapaevsk. Lá foram vedados e, um a um, atirados para uma mina com 20 metros de profundidade. Acabariam por morrer horas ou mesmo dias depois devido a ferimentos derivados da queda, bem como de fome e sede.

 

O tribunal decidiu reabilita-los com base no facto de que as suas mortes foram causadas devido aos seus laços familiares e não por qualquer tipo de crime cometido. Os descentes Romanov mostraram-se satisfeitos com a decisão e afirmaram que estes são os primeiros passos para a denunciação e condenação própria do regime comunista.


Os membros reabilitados foram:

 

Grã-duquesa Isabel Feodorovna

 

Grão-duque Sérgio Mikhailovich

 

Príncipe João Constantinovich

 

Príncipe Igor Constantinovich

 

Príncipe Constantino Constantinovich

 

Príncipe Vladimir Pavlovich Paley


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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Uma Actriz na Família - Biografia de Natalie Paley (1ª parte)

 

Natália Pavlovna Paley nascida a 5 de Dezembro de 1905, foi um ícone da moda, socialite e actriz nascida em França. O seu pai era o Grão-duque Paulo Alexandrovich da Rússia, filho do czar Alexandre II e tio do czar Nicolau II. Ficou mais conhecida entre o grande público pelo seu nome artístico, Natalie Paley.


Natália era descrita como o sonho dos publicitas de Hollywood. Uma criatura fascinante, descendente da mais rica e famosa família europeia, os Romanov, era a figura viva do “chic” francês e quase demasiado perfeita para ser real. A sua vida romântica e trágica foi algo que a ficção nunca poderia ter igualado. Viveu os últimos tempos da Rússia czarista, os glamorosos anos 30 na alta sociedade parisiense e movimentou-se pelos círculos mais altos de Hollywood e Nova Iorque.


A sua vida floresceu e depois apagou-se. No final tudo o que restou foi uma mulher triste e só que agraciou o seu século como uma rara, mas desperdiçada flor.

 

Natalie fotografada por Cecil Beaton

 

Os pais de Natália, o Grão-duque Paulo Alexandrovich da Rússia e a aristocrata Olga Paley, conheceram-se em São Petersburgo por volta de 1895. Na altura ela estava casada com um oficial e era mãe de três crianças. Paulo era também pai de dois filhos, (a Grã-duquesa

Maria Pavlovna e o Grão-duque Dmitri Pavlovich) mas viúvo. A sua esposa, a Princesa Alexandra da Grécia, tinha morrido ao dar à luz o seu filho Dmitri. Os dois apaixonaram-se rapidamente e começaram um caso em segredo. Contudo o segredo não durou muito tempo, uma vez que no dia 9 de Janeiro de 1897, Olga deu à luz o primeiro filho do casal, Vladimir Pavlovich. Olga conseguiu obter o divórcio do marido e deixou a Rússia na companhia de Paulo. Os dois casaram-se em

Livorno, na Itália, a 10 de Outubro de 1902.

No dia 21 de Dezembro de 1903 voltaram a ser pais, desta vez de uma menina a quem chamaram Irina. Pouco tempo depois do nascimento da bebé, o Rei da Baviera deu a Olga o título de Condessa von Hohenfelsen, que deveria ser transmitido aos seus descendentes. A família ainda se encontrava na Itália quando Paulo recebeu uma carta do seu sobrinho, o czar Nicolau II da Rússia, onde lhe foi transmitido que, devido ao casamento realizado sem a sua autorização, o casal e os filhos estavam banidos da Rússia. Embora tivesse sido um preço alto a pagar, principalmente para Paulo que tinha os seus dois filhos do primeiro casamento em São Petersburgo e era um patriota convicto.

 

Os pais de Natalie, o Grão-duque Paulo Alexandrovich e a Princesa Olga Paley

 

A família instalou-se em Paris e comprou uma casa em Boulogne-sur-Seine, onde Natália nasceu em 1905. A casa luxuosa onde viviam tinha pertencido anteriormente à Princesa Zenaide Ivanovna Youssoupova (mãe do Príncipe Félix Yussupov) e tinha permanecido fechada desde a morte dela em 1897. Paulo e Olga contrataram, ao todo, 16 criados que incluíam camareiras, jardineiros e tutores.

 

Natalie ainda bebé com a irmã Irina e o irmão Vladimir

Vladimir, Irene e Natália tiveram uma infância muito feliz com todas as vantagens de uma vida privilegiada e, durante algum tempo, viveram protegidos do mundo exterior. Apesar dos seus pais terem uma vida social ocupada, as crianças eram muito chegadas a eles e comiam todas as refeições juntos, um costume pouco comum para a sua época e posição. Aos Domingos a família costumava ir até a uma Igreja Ortodoxa próxima da sua casa e participar numa missa privada conduzida pelo padre que tinha baptizado Natália.

 

Natalie durante a sua infância na casa em Paris

 

O perdão chegou do czar Nicolau II em Janeiro de 1912 e Paulo decidiu deixar a França imediatamente para visitar os seus filhos do primeiro casamento em Czarskoe Selo, perto de São Petersburgo. Paulo sentiu-se em casa novamente e decidiu mandar construir um luxuoso palácio na sua cidade natal. Este novo projecto precisava de 64 criados, um grande contraste em relação à casa que a família mantinha em Paris. A família mudou-se para Czarskoe Selo na Primavera de 1914.

 

Natalie (dir.) com a irmã Irina

 

A pequena Natália, isolada das realidades que afectavam a Rússia czarista, ficou muito entusiasmada com a viagem, bem como com a descoberta de uma nova família, incluindo a sua avó materna e os seus meios-irmãos. Tornou-se rapidamente amiga das suas primas Olga, Tatiana, Maria e Anastásia, filhas do czar Nicolau II. Foi um momento dourado na vida de Natália, mas muito curto. Três meses depois de a família começar a sua nova vida, rebentou a Primeira Guerra Mundial. Ela tinha 9 anos de idade.

 

Natalie em 1914

 

A vida sem preocupações de Natália terminou. O seu irmão Vladimir, bem como a maioria dos homens da sua família, juntou-se ao seu regimento para lutar contra a Áustria e a Alemanha. Apesar da sua saúde fraca, o seu pai decidiu ignorar os conselhos médicos e juntou-se aos esforços russos na guerra em 1916.

A revolução eclodiu em Fevereiro e todos os membros da família Romanov foram mantidos sob vigilância. Em vez de abandonar o país, Paulo e a sua esposa, não vendo perigo, decidiram ficar no seu palácio. Quando o czar e a família foram exilados para a Sibéria, Natália e a sua família receberam ordens de prisão domiciliária. Cada dia que passava trazia novas humilhações ao ponto de terem soldados bêbados a dormir nos corredores. Em Janeiro de 1918, o governo de Lenine decretou que o palácio onde a família residia se deveria tornar num museu e Olga foi forçada a trabalhar como guia dos seus antigos bens confiscados pelo governo. O carro da família foi também confiscado e passou a ser utilizado por Lenine.

 

Natalie com a irmã em Czarskoe Selo

 

Natália, a irmã e a mãe foram depois forçadas a viver noutra área do palácio e a cozinhar para os guardas, sempre debaixo de insultos e insinuações. Apesar de ela nunca ter falado sobre isso em nenhuma entrevista ou em cartas, os amigos e familiares de Natália confessaram que um grupo de soldados abusou sexualmente dela durante a prisão, quando ela tinha pouco mais de 13 anos. Durante o resto da vida, este crime afectou as suas relações com homens.

 

Natalie na Suíça aos 14 anos

 

Mas o pior ainda estava para chegar. Vladimir foi preso em Viatka a 22 de Março de 1918 e o pai de Natália recebeu a mesma ordem a 30 de Julho. Em desespero Olga organizou a fuga das filhas com a ajuda de alguns amigos. A fuga aconteceu numa noite de Dezembro. As duas irmãs foram transportadas de carro até à estação de comboios de Ochta. Após uma viagem de quatro horas onde tiveram que viajar dentro do vagão de gado, as duas saltaram do comboio perto da fronteira com a Finlândia. O resto da viagem até ao país vizinho foi feita a pé. As duas adolescentes foram levadas para uma casa de caridade e esperaram pela chegada dos pais e irmão.

 

Natalie (dir.) com a irmã

 

O pai delas nunca conseguiu fugir da Rússia. O Grão-duque Paulo foi assassinado em Janeiro de 1919 juntamente com outros três parentes. Olga conseguiu chegar à Finlândia e encontrou as filhas. Na altura ela ainda estava a recuperar lentamente da tragédia da morte do marido e também de uma cirurgia de emergência à qual se tinha submetido para tratar de um tumor no peito. Em Setembro de 1919 as três descobriram que Vladimir tinha sido também assassinado em Julho do ano anterior juntamente com outros membros da família, incluindo a Grã-duquesa Isabel Feodorovna, tia de Natália. Também o ex-czar e a sua família tinham sido assassinados.

 

Natalie (em baixo) com a família em 1914

 

Natália mudou-se com a irmã e a mãe para a Suécia onde viveram até à Primavera de 1920. Depois voltaram para França onde venderam a sua antiga casa e compraram outra no 16º distrito. Com algumas jóias que lhe sobraram, Olga comprou uma villa em Biarritz, na costa atlântica, onde a família se juntava. Mais tarde ela vendeu a casa em Paris e comprou uma mais pequena em Neuilly. A saúde de Olga foi piorando ao longo que os meses avançavam. Em 1928 soube-se que os bens que tinham sido confiscados à família seriam vendidos num leilão em Londres. A família foi até Inglaterra para os tentar recuperar, mas não conseguiu.

 

Natalie (esq.) com a irmã durante a adolescência

 

Natália e a sua irmã foram enviadas para um colégio privado proeminente na Suiça, mas ela não se conseguiu misturar com os seus colegas. Tal como confessou mais tarde durante uma entrevista a uma revista, ela sentia-se “tão diferente dos outros. Aos 12 anos as meninas francesas ainda liam Robinson Crusoe e viam filmes do Douglas Fairbanks. Aos 12 anos eu levava pão ao o meu pai na prisão. Como poderia eu ser como elas? Eu era muda e não brincava. Mas andava a ler muito. Eu tinha visto a morte de tão perto. O meu pai, o meu irmão, os meus primos e os meus tios foram todos executados, todo aquele sangue Romanov derramado durante a minha adolescência. Tudo isso me deu gosto por coisas tristes, poesia e morte. Rapidamente as minhas colegas compreenderam-me e respeitaram a forma como era, por muito estranha que possa ter parecido.”

 

 

As irmãs regressaram a Paris onde Irina se casou com o Príncipe Feodor Alexandrovich da Rússia, filho da Grã-duquesa Xenia Alexandrovna. O casamento realizou-se no dia 31 de Maio de 1923. Apesar da felicidade da irmã, Natália não pensava em casamento, apesar de não lhe faltarem admiradores.

 

Tal como a maioria dos aristocratas russos sobreviventes da revolução que se tinham estabelecido em França, Natália foi à procura de emprego. Encontrou um quando entrou na casa de moda de Lucien Lelong em Matignon, perto dos Campos Elísios, onde foi contratada como modelo.


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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Curiosidades - As Vitimas da Família Imperial Russa (1ª parte)

Quando o Czar Nicolau II abdicou do trono no dia 2 de Março de 1917 estavam 53 Romanovs a residir na Rússia. Desses membros da família 18 foram presos. Entre Junho de 1918 e Janeiro de 1919 todos, com excepção do Grão-Duque Nicolau Constantinovich que morreu de causas naturais durante a sua detenção, seriam assassinados por bolcheviques em vários pontos da Rússia. Fica uma lista com dados bibliográficos das vítimas imperiais da revolução russa.

 

Revolução Russa

 

Dia 13 de Junho de 1918:
 

A primeira vítima da onda de assassinatos da família imperial após a revolução é o irmão mais novo do Czar, o Grão-Duque Miguel Alexandrovich, morto a tiro juntamente com o seu secretário perto de Perm, na região Ural. Para ler biografia clique aqui.

 

Miguel Alexandrovich, irmão mais novo do Czar

 

Dia 17 de Julho de 1918:
 

A família imperial principal é assassinada na cave da Casa Ipatiev juntamente com o médico, a dama-de-companhia, o cozinheiro e um criado. No total este dia resultou em 7 vítimas da família.

 

Nicolau II, a esposa e os 5 filhos durante as celebrações de Páscoa em Livadia

 

Dia 18 de Julho de 1918:
 

Um grupo de prisioneiros da família transferidos para Ekaterinburgo duas meses antes é atirado para uma mina com 20 metros de profundidade e, de seguida, são atiradas granadas como golpe final quando os prisioneiros começam a cantar hinos de exaltação russos. A maioria, no entanto, morreria apenas nos dias que se seguiram por ferimentos não tratados ou falta de água. Mais tarde todos foram canonizados pela Igreja Ortodoxa Russa. Os prisioneiros eram:

 

Grã-Duquesa Isabel, irmã da Czarina Alexandra. (Biografia)

 

Grão-Duque Sergei Mikhailovich

 

 

Nascido no dia 7 de Outubro de 1869, Sergei era neto do Czar Nicolau I pelo seu quarto filho, Miguel Nikolaevich. Sempre se sentiu atraído pela vida militar e ingressou em vários regimentos durante a sua adolescência e juventude. Era muito próximo do seu irmão Alexandre com quem fez uma viagem à Índia em 1891. Quando regressaram à Rússia, ambos se apaixonaram pela filha mais velha do Czar Alexandre III, Xenia Alexandrovna, mas ela acabou por escolher Alexandre para casar em 1894. Nesse mesmo ano o irmão velho de Xenia, o futuro Czar Nicolau II, teve de acabar a relação que mantinha com a bailarina Mathilde Kschessinskaya e pediu a Sergei que tomasse conta dela. O Grão-Duque aceitou a proposta e começou uma relação com a bailarina que apenas usufruía da sua posição (Sergei era presidente da associação imperial de teatro) para subir na carreira. Sergei sabia-o, mas mesmo assim continuou a ser um amigo próximo de Mathilde. Em 1900, a bailarina conheceu o Grão-Duque Andrei Vladimirovich, filho do primo de Sergei e começou uma relação com ele que causou uma relação tempestuosa entre os dois primos. Em 1902 ela teve um filho de Andrei, mas deu-lhe o nome de Sergei e foi ele que a ajudou a cuidar da criança.

 

Quando começou a Primeira Guerra Mundial, Sergei estava gravemente doente devido a uma febre reumática que contraiu durante uma viagem e à qual se seguiu uma violenta Pleurisia. Depois de 5 meses preso à cama, Sergei assumiu o seu posto como Chefe do Departamento de Artilharia do Exercito. Essa posição trouxe-lhe inúmeros rumores de corrupção e incompetência e ele teve de se demitir do cargo em 1916 para se tornar apenas Inspector de Artelharia. Durante a guerra o Grão-Duque viveu no mesmo edifício do seu primo Nicolau II e, muitas vezes, tentou convencê-lo a abandonar a guerra, mas ele recusou. As suas constantes tentativas de persuasão de Nicolau fizeram com que fosse odiado pela sua esposa Alexandra. Quando rebentou a Revolução de Fevereiro, Sergei escolheu ficar em Mogilev onde tinha lutado durante a guerra.

 

Sergei regressou a Petrogrado no inicio de Junho de 1918 e, juntamente com os restantes membros masculinos da família que ainda se encontravam na cidade, foi chamado ao posto de comando da Tcheca (policia politica do regime) onde o informaram de que estava proibido de deixar a cidade. Poucas semanas depois foi chamado novamente, desta vez para receber ordens de exílio e partiu juntamente com outros 4 membros da famíliae o secretário para a cidade de Viatka nos Montes Urais. Durante 11 dias os prisioneiros puderam deslocar-se livremente pela cidade, mas tudo acabou quando foram transferidos para Ekaterinburgo no dia 3 de Maio de 1918. Aí juntaram-se à Grã-Duquesa Isabel Feodorovna e ficaram confinados a um hotel na cidade até serem novamente transferidos novamente no dia 18 do mesmo mês para Alapayevsk onde ficaram alojados numa antiga escola. A única liberdade que tinham era passear pelas salas de aula sob a supervisão dos guardas. Sergei partilhou a sala de aula que lhe servia de quarto com o seu secretário e o Príncipe Paley, filho do Grão-Duque Paulo.

 

No dia em que foram encaminhados até à mina, Sergei foi o único que se atreveu a desobedecer e tentou lutar com os guardas que o alvejaram mortalmente e atiraram o seu cadáver para a mina. Morreu aos 48 anos de idade.

 
Príncipe João Constantinovich
 
 

Nasceu no dia 5 de Julho de 1886 e era o filho mais velho do Grão-Duque Constantino Constantinovich, neto do Czar Nicolau I pelo seu segundo filho Constantino Nikolaevich. Era um jovem sensível, gentil e muito religioso. Durante a juventude chegou a considerar tornar-se num monge ortodoxo, mas apaixonou-se pela Princesa Helena da Sérvia com quem se casou no dia 2 de Setembro de 1911. Foram um casal muito feliz e tiveram dois filhos: um rapaz, Vsevolod Ivanovich nascido em 1914, e uma rapariga chamada Catarina Ivanovna nascida em 1915. A filha de João foi o último membro da família imperial a nascer antes da queda da dinastia e viveu até ao dia 13 de Março de 2007.

 

O Principe lutou na Primeira Guerra Mundial onde foi condecorado como herói. Quando rebentou a Revolução Russa de 1917 ele estava a lutar na frente de combate. Em Abril de 1918 foi exilado e morreu com apenas 32 anos de idade.

 

Principe Constantino Constantinovich

 

 

Nasceu no dia 1 de Janeiro de 1891 e era o quarto filho do Grão-Duque Constantino Constantinovich, por isso irmão mais novo do Principe João Constantinovich.

 

O Príncipe era um rapaz calado e tímido que gostava de teatro e foi educado na “Corps dês Pages”, uma academia militar em São Petersburgo. Quando começou a Primeira Guerra Mundial tinha 23 anos e juntou-se a um dos regimentos do Czar e foi descrito como sendo muito modesto e adorado pelos seus companheiros que destacaram a sua valentia. Constantino nunca pediu a protecção a que tinha direito pelo seu título e arriscava a sua vida no campo de batalha tal como os seus companheiros.

 

Depois de ver a felicidade dos seus irmãos mais novos, João e Tatiana, Constantino também quis começar a sua própria família. Gostava da sua prima Olga (filha mais velha do Czar), mas também da Princesa Isabel da Roménia, mas nunca chegou a ter tempo de pedir nenhuma das duas em casamento. Depois de passar três anos na frente de combate foi exilado com dois dos seus irmãos e dois primos e morreu com eles aos 27 anos de idade. O seu corpo foi mais tarde enterrado no cemitério ortodoxo de Pequim que foi destruído durante a Revolução Cultural chinesa.

 

Príncipe Igor Constantinovich

 

 

Nasceu no dia 10 de Junho de 1894 e era irmão mais novo de João e Constantino Constantinovich. Tal como os irmãos, era gentil, simpático e educado que gostava de teatro e adorado por todos que o conheciam. Frequentou a mesma academia militar que os irmãos.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial foi capitão do Regimento da Guarda Ismailovsky e foi condecorado como herói, no entanto a sua saúde era bastante frágil. Sofreu de Pleurisia e outras complicações pulmonares em 1915 e quando regressou às trincheiras não conseguia andar muito depressa e tossia sangue frequentemente.

 

Foi exilado com os irmãos e primos e morreu aos 23 anos. O seu corpo foi, mais tarde, enterrado em Pequim juntamente com o dos irmãos, no mesmo cemitério ortodoxo que foi transformado num parque.

 

Principe Vladimir Pavlovich Paley

 

 

Nasceu no dia 9 de Janeiro de 1897 e era um conhecido poeta. O seu pai era o Grão-Duque Paulo que se casou com a sua mãe sem a autorização do Czar depois de a sua primeira esposa, a Princesa Alexandra da Grécia, morrer ao dar à luz o meio-irmão de Vladimir, Dmitri que foi um dos assassinos de Rasputine e, por isso, nasceu sem qualquer título. No entanto, à medida que os pretendentes ao trono iam morrendo, o pai de Vladimir aproximava-se, por isso o Czar Nicolau II elevou-o a Conde em 1904 e, finalmente, a Príncipe em 1915.

 

Vladimir tinha dois meios-irmãos do primeiro casamento do pai (Maria Pavlovna e Dmitri Pavlovich) e três do primeiro casamento da mãe (Alexandre, Olga e Mariana von Pistohlkors). Além dos meios-irmãos tinha duas irmãs biológicas chamadas Irina e Natália Pavlovna.

 

Passou a sua infância em Paris e mais tarde frequentou a mesma academia militar dos primos Constantinovich em São Petersburgo. Lutou pelo lado russo na Primeira Guerra Mundial e foi condecorado com a Ordem de Santa Ana pelos seus esforços.

 

Desde a adolescência, Vladimir mostrou um grande talento para a poesia e publicou dois livros com os seus poemas em 1916 e em 1918 além de várias peças e ensaios. Também foi ele que traduziu a peça do Grão-Duque Constantino Constantinovich, “O Rei dos Judeus” para francês.

 

No Verão de 1917 ele e a sua família foram condenados a prisão domiciliária devido a um poema que ele tinha escrito sobre o chefe do Governo Provisório, Alexandre Kerensky. Em Março de 1918 foi preso pelos bolcheviques e enviado para exílio com os seus primos. O seu pai foi preso em São Petersburgo.

 

Vladimir morreu aos 21 anos.

 

 

 

 

 


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