Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Casamentos Morganáticos - Grão-duque Constantino Pavlovich e Joanna Grudzińska

Um casamento morganático acontece quando um nobre, príncipe ou rei contrai matrimónio com alguém abaixo da sua posição social, seja o conjugue plebeu ou da baixa nobreza. A família imperial russa teve, na sua história, vários exemplos deste tipo de união, mesmo quando ela era ainda vista quase como um crime. De facto, não foi até ao casamento de Pedro III com a futura czarina Catarina II que a noção de união dinástica foi introduzida na Rússia. Até então, o czar podia escolher livremente a sua esposa entre as famílias nobres do Império. A lei que proibiu definitivamente os casamentos entre a realeza e nobres menores surgiu apenas com as leis paulinas de 1796, mas, quando começou a ser aplicada, foi rigorosa.

 


Grão-duque Constantino Pavlovich

 

Constantino Pavlovich, segundo filho do czar Paulo I da Rússia, tinha apenas 17 anos quando a sua avó Catarina o forçou a casar com a Princesa Juliana de Saxe-Coburgo-Saalfeld, uma tia da Rainha Vitória. O casamento foi extremamente infeliz, principalmente para ela. A principal razão para a antipatia entre o casal, terá sido a personalidade violenta de Constantino que chocou a sua jovem esposa de apenas 14 anos. Três anos depois, em 1799, o casal separou-se e Juliana voltou para Coburgo. Ainda houve uma tentativa de reconciliação em 1801, mas também não resultou. O divórcio oficial chegou em 1820, mais de vinte anos depois da separação.

 

Juliana de Saxe-Coburgo-Saafeld (Ana Feodorovna), primeira esposa de Constantino


Entretanto, em 1815, Constantino foi nomeado pelo seu irmão mais velho para o cargo de vice-rei da Polónia, um cargo que aceitou de bom grado por lhe dar a oportunidade de exercer o poder pelo qual esperava ansiosamente. Nesta altura toda a corte tinha a certeza que seria ele o próximo czar, visto que Alexandre I e a sua esposa Luísa não tinham filhos e estavam já a caminhar para a meia-idade. No entanto, isso nunca viria a acontecer. No mesmo ano em que chegou a Varsóvia, Constantino conheceu Joanna Grudzińska, uma nobre polaca filha de um dos últimos grandes senhorios do país.

 

Joanna

 

Ao contrário do seu casamento com Juliana, a relação com Joanna sempre foi relativamente calma, embora tivesse também os seus momentos conturbados devido à natureza excessivamente romântica dela, à qual Constantino não conseguia corresponder. Ao fim de quatro anos, o Grão-duque decidiu-se a pedir o divórcio oficial de Juliana e autorização para contrair um matrimónio legal com a sua amante polaca ao seu irmão Alexandre. O czar ficou dividido entre o seu dever em defender as regras da família e a empatia que sentia pelo irmão. No final os dois chegaram a um acordo secreto: Constantino abdicaria dos seus direitos ao trono e, assim, poderia casar-se com Joanna. O acordo foi feito de uma forma tão discreta que, anos mais tarde, quando Alexandre I morreu e Constantino ofereceu o trono directamente ao seu irmão Nicolau, nem este sabia que ele tinha abdicado do trono anos antes.

 

Joanna e Constantino casaram-se no dia 27 de Março de 1820, na Polónia. Durante vários anos, o casal desfrutou de uma harmonia quase perfeita. Numa carta à sua irmã gémea Maria, Joanna escreveu: “O dia de hoje foi igual ao de ontem e o de ontem igual ao anterior. Deus queira que nada se intrometa entre nós e a nossa doce monotonia.”

 

Constantino

 

Contudo, os seus desejos não foram cumpridos. Constantino tinha herdado o carácter violento do pai em tudo o que dissesse respeito à governação e o seu reinado na Polónia foi tão desastroso que resultou na Revolta de Novembro de 1830. O casal foi forçado a fugir do seu palácio em Varsóvia depois de uma multidão enraivecida o tentar invadir. Os meses seguintes foram extremamente conturbados. Os dois viveram durante alguns meses nas zonas russas que ainda não tinham sido afectadas pela revolução, mas eventualmente chegaram à conclusão de que a Polónia não resistiria por muito mais tempo.

 

Joanna


Em Junho de 1831, quando o casal tinha já planos para se mudar para São Petersburgo, Constantino adoeceu subitamente de cólera e acabou por morrer poucos meses depois. Joanna ficou destroçada. Teve ainda forças para entregar o corpo do marido na capital do Império, mas recusou todos os convites por parte do czar Nicolau I para passar a viver na cidade. Em Novembro do mesmo ano, quando se preparava para regressar à Polónia, numa altura em que a revolta começava a ser controlada, morreu daquilo a que muitos chamaram de desgosto.

 

Joanna nos seus últimos anos



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Sábado, 2 de Maio de 2009

Czares da Rússia - Paulo I e família

 

Nome: Paulo Petrovich Romanov (Paulo I da Rússia)

Pais: Pedro III da Rússia e Catarina, a Grande (Sofia Frederica de Anhalt-Zerbst-Dornburg).

Nascimento: 1 de Outubro de 1754

Reinado: 6 de Novembro de 1796 - 23 de Março de 1801

 

 

Reformas:

 

O curto reinado de Paulo I resumiu-se a dois pontos: alteração da lei de sucessão e inversão das políticas instauradas pela sua mãe.

 

  1. Leis Paulinas: Temendo que no testamento da sua mãe, ela o tivesse excluído do trono para o entregar directamente ao sei filho Alexandre, Paulo modificou profundamente as leis de sucessão. As principais mudanças foram a exclusão de mulheres do trono excepto no caso de a linha masculina ser completamente extinta. Além disso era obrigatório que o sucessor fosse o filho primogénito, sendo impossível exclui-lo em favor do mais novo. Os casamentos também foram alterados. Os membros da família imperial passaram a ser obrigados a casar com outro membro de uma casa reinante ou a enfrentar o exílio e abdicação de títulos.
  2. Inversão de Políticas: Quando Paulo chegou ao trono, iniciou uma autentica inquisição contra tudo o que era francês, sendo esse um país e cultura que a sua mãe amava incondicionalmente. Pessoas foram exiladas apenas por usarem roupas de estilo parisiense ou ler livros franceses. Também mandou o exercito russo estacionado na Prússia segundo o desejo de Catarina, a Grande, regressar a casa e voltou a enterrar o seu pai, o czar Pedro III como se Catarina não tivesse sido uma governante legítima.

 

Família

 

Consortes:

 

Natália Alexeievna (Guilhermina Luísa de Hesse-Darmstadt)

 

 

Guilhermina visitou a Rússia pela primeira vez em 1773 a convite da Imperatriz Catarina, a Grande que andava à procura de uma esposa para o seu filho. Guilhermina foi acompanhada das suas duas irmãs e da mãe, uma vez que a Czarina não conhecia nenhuma e não sabia quem haveria de escolher.

 

Paulo reparou imediatamente em Guilhermina e os dois ficaram noivos, casando-se em Outubro do mesmo ano.

 

Ela era vivaz, alegre e desinibida, agitando a corte russa. A principio a Imperatriz gostava dela, mas esse sentimento alterou-se rapidamente quando Guilhermina começou a ir contra todas as suas decisões. Paulo gostava muito dela, mas ela não era perdida de amores pelo marido. Poucos meses depois iniciou um romance com o melhor amigo dele, o general Andrey Razumovsky.

 

Guilhermina acabaria por morrer ao dar à luz um filho que nunca se soube ser de Paulo ou Andrei.

 

Maria Feodorovna (Sofia Doroteia de Württemberg)

 

 

A união entre Paulo e Maria foi arranjada novamente pela mãe dele. Maria teve uma educação excelente, mas era de raciocínio lento e não muito inteligente. Mesmo assim Paulo ficou encantado com ela e os dois eram extremamente apaixonados e dedicados, principalmente durante os primeiros anos de casamento.

 

Paulo tinha uma personalidade difícil, mas Maria compreendia-a e equilibrava-a, ajudando o marido a lidar com ocasiões públicas. Juntos teriam 10 filhos, assegurando assim a linha de sucessão russa até à Revolução em 1917.

 

Eventualmente Paulo, tal como todos os homens da época, arranjou uma amante. Maria ficou extremamente desiludida com o marido e os dois afastaram-se até aos últimos anos da vida dele.

 

Após o assassinato de Paulo, Maria tentou reclamar o título de Imperatriz, tal como a sua sogra tinha feito, mas foi rapidamente impedida pelo filho.

 

 

Filhos

 

Alexandre I da Rússia

 

Constantino Pavlovich Romanov

 

 

Nascido em 1779, Constantino, tal como o seu irmão mais velho, foi enviado ainda em bebé para o palácio da avó para ser criado por ela. Catarina II preparou-o para ser o Imperador daquilo que ela pretendia ser o Império Bizantino restaurado, no entanto Constantino nunca chegaria ao trono, tendo-o recusado em favor do irmão Nicolau após a morte de Alexandre.

 

Em 1796, com apenas 16 anos, casou-se com a Princesa Juliana de Saxe-Coburgo-Saalfield, uma tia da Rainha Vitória. O casamento foi profundamente infeliz, maioritariamente devido à personalidade imatura do Grão-duque e à mente liberal da Princesa. Os dois passaram a maioria da vida separados, vindo a divorciar-se oficialmente em 1820. Casou-se depois com a polaca Joanna Grudzińska, mas nunca teve filhos.

 

Politicamente o papel mais influente de Constantino foi como Governador da Polónia. Reinando-a com punho de ferro, perseguiu ferozmente os revolucionários que procuravam a independência do reino e ganhou uma impopularidade sem precedentes, acabando por ser expulso pelo próprio irmão.

 

Alexandra Pavlovna Romanova

 

 

Nasceu em 1783 e era considerada a mais bonita e inteligente das Princesas europeias da sua época. Casou-se em 1799 com o Arquiduque José da Áustria, seguindo o plano do seu pai para melhorar as relações entre os dois países. Infelizmente a união durou pouco. Em 1801, quando Alexandra tinha 17 anos, o parto do seu primeiro filho correu mal e nem ela, nem a criança resistiram, acabando por morrer mais tarde nesse dia.

 

Elena Pavlovna Romanova

 

 

Nascida em 1784, Elena recebeu a alcunha de "Helena de Tróia" da sua avó devido à sua beleza. Casou-se a três meses de completar 15 anos com o Grão-duque Luís Frederico de Mecklenburg-Schwerin de quem teve dois filhos. Acabaria por morrer subitamente em 1803, depois de ficar gravemente doente dias antes. Tinha 18 anos.

 

Maria Pavlovna Romanova

 

 

Nascida em 1786, Maria era considerada a menos bonita das suas irmãs. Mesmo assim os seus talentos eram compensados noutras áreas. Era uma grande entusiasta pelas artes, sendo uma grande pianista e pintora. Em 1804 casou-se com o Grão-duque Carlos Frederico de Saxe-Weimar-Eisenach e tornou-se uma figura extremamente popular no seu Grão-ducado alemão, sendo a primeira a estimular a sua capital, Weimar, a tornar-se num centro artístico. Teve dois filhos e duas filhas. Um delas, Augusta, tornar-se-ia na primeira Imperatriz da Alemanha após o seu casamento com o Kaiser Guilherme I.

 

Catarina Pavlovna Romanova

 

 

Nasceu em 1788 e foi desde sempre muito próxima do seu irmão mais velho, o futuro Czar Alexandre I, ao ponto de alguns questionarem se os dois não estariam envolvidos num caso de incesto que nunca foi confirmado. Durante as Invasões Francesas, Napoleão pediu a mão dela em casamento ao irmão com o objectivo de unir os reinos francês e russo, mas foi recusado. Catarina acabaria por se casar primeiro em 1809 com o Duque Pedro de Oldenburgo de quem teve dois filhos e, após a morte dele, casou-se novamente em 1816 com o Rei Guilherme I de Württemberg de quem teve duas filhas. Uma delas, Sofia, tornar-se-ia Rainha Consorte da Holanda após o seu casamento com o Rei Guilherme III.

 

Ana Pavlovna Romanova

 

 

Nascida em 1795, tornar-se-ia Rainha Consorte da Holanda após o seu casamento com o Rei Guilherme II. Juntos teriam cinco filhos.

 

Nicolau I da Rússia

 

 

Miguel Pavlovich Romanov

 

 

O filho mais novo nasceu em 1798. Era pouco sensível e obcecado com a vida militar, herdando muitas características da personalidade neurótica do pai. Casou-se em 1824 com a sua prima em segundo grau, a Princesa Carlota de Württemberg, que mudou o nome para Elena Pavlovna ao juntar-se à Igreja Ortodoxa. O casamento foi intensamente infeliz, principalmente para ela, mas mesmo assim o casal teve cinco filhas. Nenhuma delas passou dos 21 anos, tendo apenas duas chegado à idade adulta.

 

***

 

 

Curiosidade: Existe a possibilidade de que o pai biológico de Paulo I não fosse o Czar Pedro III, mas sim o amante da sua mãe, Serge Saltykov. Embora muitos defendam esta possibilidade, existem factores de que isto não passa de um rumor, uma vez que Paulo era bastante parecido fisicamente com Pedro III. Os rumores podem ter surgido devido ao facto de Catarina, a Grande, odiar o seu filho e preferir excluí-lo do trono em favor do seu neto Alexandre.

 

Causa de Morte: Paulo foi violentamente assassinado a pontapé no seu quarto do Castelo de São Miguel por um grupo de nobres. A razão para o seu assassinato podem prender-se com o facto de ele ter descoberto e parado vários esquemas de corrupção no tesouro russo por parte destes nobres, mas o mais provável é que tudo tenha acontecido para que o seu filho subisse directamente para o trono. Há quem acredite que Alexandre I esteve envolvido directamente no assassinato, mas outros defendem que ele queria apenas pressionar o pai para abdicar.


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Sábado, 25 de Abril de 2009

Czares da Rússia - Alexandre I e Família

 

Nome: Alexandre Pavlovich Romanov (Alexandre I da Rússia)

Pais: Paulo I da Rússia e Maria Feodorovna (Sofia Doroteia de Württemberg).

Nascimento: 23 de Dezembro de 1777

Reinado: 23 de Março de 1801 - 1 de Dezembro de 1825

 

 

Principais Reformas:

 

  • É principalmente conhecido pelo papel desempenhado durante as Guerras Napoleónicas na Rússia onde ofereceu uma derrota pesada às tropas francesas que determinou o inicio da queda do Imperador francês;
  • Aboliu a censura e a tortura no inicio do seu reinado e começou a organizar projectos para o fim da escravatura e a instauração de uma Monarquia Constitucional. Foi escrita uma Constituição que foi aprovada pelo Czar, mas as pressões de conservadores e a ideia geral de que seria impossível controlar uma Rússia liberal, deixaram o documento esquecido e por assinar;
  • Foram criados um Conselho de Estado e um Senado Governativo com o objectivo de balançar o poder do Czar, mas estes rapidamente se tornaram em apenas orgãos de poder figurativo sem qualquer tipo de influência na governação;
  • Na política externa esforçou-se por uma aproximação à Europa, restaurando relações com o Reino Unido e Irlanda e formando novas alianças com a Aústria, Alemanha ou Itália;

 

 

Família

 

Consorte: Isabel Alexeievna (Luísa de Baden)

 

 

Luísa tinha apenas 12 anos quando a Imperatriz Catarina, a Grande, avó de Alexandre I, decidiu que deveria ser ela a noiva do seu neto mais velho. A matriarca Romanov convidou-a a ela e à irmã Frederica a visitar a Rússia no Outono de 1792 quando ela foi apresentada pela primeira vez ao Grão-duque Alexandre.

 

Ambos eram muito tímidos e novos, não fazendo a mínima ideia do que fazer um com o outro. Luísa achou Alexandre bonito e ele gostou da personalidade dela e, com o tempo, acabaram por ficar mais confortáveis um com o outro, o que agradou imensamente a Imperatriz. O noivado foi anunciado em Maio de 1793 e o casamento realizou-se no dia 28 de Setembro do mesmo ano. Alexandre tinha 15 anos e Luísa 14.

 

 

Nos primeiros tempos o casamento foi feliz. Isabel sentia-se intimidada pela grandeza da corte russa para a qual não estava preparada. Os escandalos sexuais impressionaram-na particularmente e ela ficou espantada ao saber que o adultério era visto apenas como mais um passatempo. O próprio amante de Catarina, a Grande, Platon Zubov, tentou seduzir a jovem Grã-duquesa.

 

Numa carta à sua mãe, Isabel disse não se sentir confortável no seu novo mundo e que a única coisa que lhe dava coragem era o apoio e amor do marido. No entanto, após a morte de Catarina I, Alexandre tornou-se Czarevich da Rússia, um cargo que lhe retirava mais tempo (mais pelas conspirações que começava a organizar contra o seu pai) e passou a neglegenciar a esposa. Eventualmente Alexandre começou a arranjar amantes, um facto que chegou aos ouvidos de Isabel.

 

Sentindo-se sozinha e magoada com o marido, Isabel encontrou também o seu amante no melhor amigo de Alexandre, o Príncipe Polaco Adam Czartoryski. Após cinco anos de casamento sem produzir qualquer filho, a esposa do Czarevich viu-se súbitamente grávida. Alexandre assumiu a criança, como seria de esperar, mas, durante o baptizado da pequna Grã-duquesa Maria Alexandrovna, o próprio Czar Paulo I disse achar curioso a bebé de duas pessoas loiras e de olhos azuis ser morena e ter olhos escuros. A bebé morreu poucos meses depois e o amante de Isabel afastado da corte.

 

 

Ao longo dos anos, tanto Alexandre como Isabel manteram outros amantes. O Imperador teve um grande número de filhos ilegitimos com várias das suas amantes, sendo a mais célebre a Princesa Maria Naryshkina com quem manteve uma relação de 15 anos da qual nasceram três crianças.

 

Isabel manteve o seu romance com Adam Czartoryski após o regresso dele à corte. A relação terminou quando Isabel conheceu o soldado Alexis Okhotnikov com quem partilhou uma relação intensa. Em 1806, quando ela teve a sua segunda e última filha, a Grã-duquesa Isabel Alexeievna, voltaram a erguer-se rumores de que ela era filha do soldado. Ele acabaria por ser assassinado, provavelmente por ordem do Czar Alexandre ou do seu irmão, o Grão-duque Constantino Pavlovich. A bebé apenas viveu por 15 meses, um golpe que deixou Isabel devastada para o resto da vida.

 

 

Chegada aos 40 anos, a beleza de Isabel começou a desaparecer rapidamente e ela passou a rejeitar os seus pretendentes, refugiando-se na religião. Alexandre estava a passar por uma fase similar após as esgotantes campanhas contra Napoleão na Rússia. Os dois aproximaram-se novamente, voltando a apaixonar-se novamente após anos de separação.

 

Os seus últimos anos de vida foram os mais dedicados de todo o casamento.

 

Sem filhos legítimos, o trono russo passou para o irmão mais novo de Alexandre, o Grão-duque Constantino Pavlovich, mas ele recusou-o, passando-o assim para o irmão de ambos, Nicolau I da Rússia.

 

 

Curiosidade: Acredita-se que terá sido Alexandre um dos responsáveis pelo assassinato do seu pai, o Czar Paulo I da Rússia. Há quem defenda que ele queria ver apenas o seu pai afastado do trono e ficou chocado por saber da morte dele, o que pode explicar a sua mudança para uma personalidade extremamente religiosa após as Revoluções Francesas.

 

Morte Misteriosa

 

 

Oficialmente, Alexandre I terá morrido de Febre Tifóide, no sul da Rússia, no dia 1 de Dezembro de 1825. No entanto uma série de teorias rodeiam a verdadeira história.

 

O facto de um Czar morrer subitamente, longe da capital do Império, sempre levantou dúvidas. Uma das primeiras teorias que é até hoje aceite por muitos, diz que o Czar fingiu a sua morte para abandonar o trono sem o escândalo que traria uma abdicação. O caixão tranportado para São Petersburgo contendo o suposto corpo do Czar estaria vazio ou então com o corpo de um soldado. Depois da troca, Alexandre terá vivido como monge num convento ortodoxo na Sibéria.

 

Existe mesmo um lenda sobre o heremita Feodor Kuzmich, canonizado como santo pela Igreja Ortodoxa, morto em Tomsk, na Sibéria, em 1864, que diz ter sido ele o Czar Alexandre I. Embora vista como demasiado rebuscada por alguns, existem historiadores que acreditam verdadeiramente no conto e concordam com a teoria de que Feodor e Alexandre eram a mesma pessoa.

 

Verdade ou mito, existe um facto inegável. Em 1925, em pleno regime comunista, o tumulo do Czar Alexandre I foi aberto. O caixão estava vazio.


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