Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Pretendentes - Granny Alina

 

 

Existe pouca informação sobre esta pretendente conhecida como “Granny Alina”, no entanto é ela a mais famosa e credível (até certo ponto) que foi ligada à terceira filha do Czar, Maria Nikolaevna.

 

Aqui está um artigo publicado na revista "Monash" no Outono de 2000 sobre esta mulher:

 

É um dos maiores mistérios do mundo – será que algum dos filhos do Czar Nicolau II sobreviveu ao massacre da Família Imperial Russa em 1918?

Jovens mulheres por todo o mundo afirmaram ser a filha mais nova do Czar, a Grã-Duquesa Anastásia Romanov, cuja crença popular dizia ter escapado à morte e enviada para o exílio. Mas ninguém conseguiu provar o que dizia.

 

Entretanto, na África do Sul rural, uma mulher conhecida como Alina costumava ficar aterrorizada e escondia-se no seu quarto quando estranhos – principalmente da polícia – se aproximavam da sua casa. A sua família conta que ela lhes disse no maior dos segredos que era uma Grã-Duquesa da Rússia, sem revelar qual. Também lhes contou detalhes sobre o massacre da família Romanov, décadas antes desses pormenores se tornarem públicos.

 

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Maria em 1913

 

Alena morreu em 1969 e o seu neto, o senhor Loius Duval, residente na Austrália, abordou o cineasta de Perth, Mike Searle, e sugeriu que ele fizesse um documentário sobre a exumação e testes genéticos no corpo da sua avó para tentar descobrir se ela era Anastásia.

 

Em 1995, os ossos de Alena foram enviados para o Instituto de Medicina Forense na Universidade de Monash, onde o director, o Professor David Ranson, e os seus colegas tentaram extrair e testar ADN metódico que define as relações familiares através da linha materna. Infelizmente o Professor Ranson diz, “Naquela altura não foi possível extrair material útil das amostras que examinamos – O material que nos apresentaram estava vazio”. Um teste parecido foi realizado na Universidade de Oxford e revelou-se inconclusivo.

 

Maria em 1913

 

No entanto o documentário de Sarle intitulado “In Search of a Lost Princess” mostra como as comparações fotográficas e reconstruções faciais levaram os cientistas forenses a trabalhar independentemente nas Universidades de Sheffield e Manchester,  a uma conclusão definitiva, contudo, surpreendente – Alena revelou uma parecença não com Anastásia, mas sim com a sua irmã mais velha, Maria.

Depois, em 1998, quando os corpos encontrados dos Romanov são enterrados em São Petersburgo, o governo russo revela que uma grã-duquesa estava, de facto, desaparecida. Era a Maria.

Isto intriga o Professor Ranson. “Podiamos testar o ADN novamente, uma vez que as nossas técnicas de detecção e análise de material genético estão constantemente a melhorar.” E se isto provar que ela era, de facto, a Grã-Duquesa Maria da Rússia? “Isso,” diz ele, “seria fabuloso!”

 

Maria em 1915

 

A família de Alina tentou provar que ela era a Grã-Duquesa Maria, mas sem sucesso devido às sucessivas falhas na obtenção de ADN. Quando os dois últimos corpos da família imperial foram descobertos e identificados em 2008 provou-se que Maria tinha morrido juntamente com a sua família.


publicado por tuga9890 às 10:00
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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Biografia - Miguel Alexandrovich

 

O Grão-Duque Miguel Alexandrovich Romanov nasceu em São Petersburgo no dia 9 de Dezembro de 1878, sendo o quarto filho do Czarevich Alexandre Alexandrovich e da sua esposa, a antiga Princesa Dinamarquesa, conhecida na Rússia por Maria Feodorovna. Misha, como era conhecido pela sua família e amigos mais próximos, era, sem dúvida, o filho preferido dos seus pais. O seu pai subiria ao trono em 1881, após o assassinato do seu avô, Alexandre II.

 

Grão-Duque Miguel Alexandrovich durante a sua infância

 

A infância de Miguel foi passada sobretudo no Palácio de Gatchina, localizado nos arredores de São Petersburgo, antiga residência do seu trisavô Paulo I. Neste palácio vivia-se num ambiente relaxado de casa de campo e simplicidade sem grandes luxos. Enquanto Alexandre III era austero e dominador como Czar e com outros membros da família, com os seus filhos era um pai devoto e relaxado, especialmente com Miguel. Nicolau II era conhecido como uma criança tímida e insegura, mas, pelo contrário, Miguel era amistoso e mostrava bem a confiança interior de filho predilecto.

 

Miguel com o seu pai Alexandre III

 

Entre os seus irmãos, Miguel era mais próximo da sua irmã mais nova, Olga Alexandrovna que o tratava por “querido, querido Floppy”. Os dois irmãos viajavam bastante juntos e a primeira paixão de Miguel foi com uma das suas damas-de-companhia chamada Dina. Essa relação não foi considerada própria para um Grão-Duque e terminou graças aos esforços da sua mãe. Misha estava ao lado do seu adorado pai quando este morreu subitamente em 1894.

 

Miguel era muito mais alto que o seu irmão Nicolau e recebera a beleza da sua família, por isso causava muitas paixões por onde quer que passasse.

 

Miguel e Olga

 

Miguel (2º da esquerda) com o pai

 

Em 1899, quando Miguel tinha 20 anos, o seu irmão mais velho, Jorge morreu de tuberculose. Como Nicolau e Alexandra ainda não tinham um filho, Misha recebeu o título de czarevich até a Agosto de 1904 quando o seu sobrinho Alexis Nikolaevich nasceu. Quando Alexandra estava grávida de Anastasia, Nicolau esteve muito próximo da morte quando sofreu de febre tifóide. Foi só durante essa altura que Alexandra soube das leis paulistas que impediam as suas filhas de subir ao trono. Muitos dizem que foi então que começou a sua obsessão em ter um filho. Felizmente para todos, Nicolau sobreviveu e Miguel pôde regressar à sua rotina normal. O papel de um jovem adulto herdeiro ao trono na família Romanov era muito semelhante ao que hoje faz um Vice-Presidente nos Estados Unidos: participava em muitos casamentos e funerais. Miguel representou Nicolau tanto no funeral da Rainha Vitória em 1901 como no do Rei Eduardo VII do Reino Unido em 1909. A relutância do Czar em abandonar a sua jovem família fazia com que as viagens de Miguel aumentassem, tanto no seu país como no estrangeiro.

 

Miguel atrás de Alexandra e Nicolau


Como resultado das suas viagens, Miguel tornou-se numa espécie de cavalheiro britânico. Muitos dos seus gostos e preferências reflectiam os da aristocracia inglesa da altura. Era um brilhante cavaleiro, sabia conduzir na perfeição e adorava animais e estar no campo. Durante estes anos, quando estava na Rússia, vivia no seu palácio de infância, Gatchina.

 

Um dos seus outros deveres levou, indirectamente, ao seu casamento em 1912. Durante muitos anos, Miguel foi o comandante da Guarda Imperial que tinha o seu quartel-general em Gatchina. Foi aí que conheceu a esposa de um dos oficiais, Natalia Wulfert, em 1906. O escândalo causado por esta ligação foi o segundo do tipo na família. Antes o seu tio, o Grão-Duque Paulo, tinha casado com a estranha ex-mulher do adjunto de Vladimir Alexandrovich.

 

Miguel Alexandrovich e esposa em 1915

 

Natalia Wulfert era descrita pelos seus contemporâneos como uma bonita jovem de 18 anos e com um espírito independente quando conheceu Miguel em 1906. Filha de um advogado de Moscovo, casou-se pela primeira vez aos 16 anos com o director musical de Bolshoi Mamontv. Enquanto estava casada com Wulfer, conheceu Misha e, segundo relatos, houve uma atracção imediata de ambos os lados. Pouco tempo depois tornaram-se amantes e o Grão-Duque, seguindo a lei, escreveu ao seu irmão Nicolau para lhe pedir permissão para se casar com ela.


A família real britânica tinha o seu desdém por ver os seus membros casar com pessoas divorciadas, mas os princípios dos Romanov eram ainda mais complexos. De acordo com as leis Paulinas, os membros da Família Imperial estavam proibidos de contrair “matrimónios desiguais.” Assim, os membros da família eram obrigados a unir-se com outras famílias reais ou aristocráticas que fossem aprovadas pelo Czar. Durante o reinado de Nicolau II, a grande maioria dos casamentos “escandalosos” envolveram uniões entre membros da família com cidadãos russos fora da aristocracia. Por exemplo, a sua irmã mais nova, Olga Alexandrovna, casou-se com um coronel muito respeitável, mas sem qualquer ligação à aristocracia. Por isso a oposição da família ao casamento de Miguel com Natalia não se deveu tanto à sua falta de origens aristocráticas, mas sim ao facto de esta ser divorciada.

 

Nataslia e Miguel durante o exilio

 

Nicolau não aceitou o casamento e deixou-o bem claro quando enviou o seu irmão para um posto de comando afastado em Orel. Natalia foi enviada para umas longas “férias” pela Europa. Os amantes trocaram vários telegramas e cartas e, finalmente, não conseguiram manter-se afastados. Viveram juntos sem se casarem durante vários anos. Em 1910, Natalia deu à luz o único filho do casal, Jorge, que recebeu o nome em honra do irmão mais velho de Miguel. Apenas dois eventos interromperam o silêncio entre Nicolau e Miguel: a grave crise de hemofilia de Alexis na Polónia em 1912 e a Primeira Guerra Mundial.

 

Natalia e Miguel com o seu filho Jorge

 

Quando Miguel recebeu a notícia da gravidade do estado de saúde de Alexis na casa de férias da família em Spala, na Polónia, entrou em pânico. Ele e Natalia tinham vivido como vagabundos imperiais, viajando pela Europa com o seu filho bebé. Contudo, se Alexis morresse, Miguel tornar-se-ia novamente herdeiro ao trono e não queria sê-lo sem Natalia a seu lado como esposa legítima. Com a falta de saúde do sobrinho e o fim aparente de gestações de Alexandra, Miguel temia que o facto de ainda não ainda não se ter casado com Natalia fosse utilizado para o atirar para um casamento imperial com outra mulher, por isso, durante a crise, casou-se com a sua companheira em Viena, numa Igreja Ortodoxa Sérvia. Fê-lo para que o seu irmão Nicolau ou a Igreja Ortodoxa Russa não pudessem afastar Natalia que recebera agora o apelido de Romanov.

 

 

A atitude de desafio de Miguel em relação à sua família pode ser comparada ao que o seu primo Eduardo VIII faria anos mais tarde com Wallis Simpson, uma divorciada americana que o levaria a abdicar do trono de Inglaterra. Para os românticos o amor que unia Miguel e Natalia pode ser inspirador, mas para Nicolau II, este acto foi visto como traição que deixou o Czar zangado e devastado, principalmente devido ao facto de o irmão ter escolhido uma altura tão complicada como era a possível morte do herdeiro ao trono. A zanga entre os dois irmãos intensificou-se e não seria resolvida até ao rebentar da I Guerra Mundial dois anos mais tarde.

 

Miguel e Nicolau em 1903

 

Nicolau não pediu a ajuda de Miguel imediatamente após o rebentar do conflito em Agosto de 1914. Foi o melhor amigo de Miguel, o General Ivan Ivanovich, que se colocou entre os dois irmãos e intercedeu por Miguel, sugerindo que ele deveria ser nomeado comandante da “Divisão Selvagem.”

 

A “Divisão Selvagem” era uma unidade composta apenas por soldados voluntários, composta por seis regimentos de Muçulmanos provenientes da região do Cáucaso. Miguel era uma escolha popular entre os combatentes desta unidade onde quase todos guardavam uma fotografia do Grão-Duque no uniforme.

 

Miguel durante a I Guerra Mundial

 

Natalia fundou vários hospitais por toda a cidade de Petogrado (como era chamada São Petersburgo na altura) e até transformou o Palácio de Gatchina num pólo da Cruz Vermelha Dinamarquesa que também serviu de refúgio após a Revolução. Também durante a sua estadia na Rússia recebeu finalmente o título de Condensa Brassova, juntamente com o seu filho que recebeu o título de Conde Brassov.  Apesar de muitos dos membros da família a receberem, incluindo a mãe e irmãs de Miguel, a Condensa nunca foi convidada por Nicolau e Alexandra. Contudo, de acordo com os relatos da época, ela achava suficiente que a tratassem pela “mulher do Grão-Duque” e aceitava o desdém de outros membros dos Romanov com dignidade. Enquanto Misha estivesse vivo, ela estava feliz. Como anfitriã, entretinha frequentemente membros da Duma Imperial.

 

Natalia e Miguel durante a I Guerra Mundial

 

Miguel provou ser um corajoso comandante da sua “Divisão Selvagem”. É interessante que, enquanto grande parte do exército se tenha revoltado e dispersado após a Revolução, esta divisão manteve a sua disciplina e objectivo, sendo que apenas se separou em 1920 depois de ter combatido ao lado do Exercito Branco, altura em que foram evacuados para Constantinopla com o General Wrangel. Alguns dos seus descendentes podem muito bem ser rebeldes combatentes na Chechénia, uma vez que muitos dos membros da unidade provinham dessa região.


Não existem provas de que o Grão-Duque Miguel tenha participado em qualquer conspiração, nomeadamente as dos Grão-Duques entre 1916-1917 e acredita-se que, apesar de tudo, se manteve leal ao seu irmão até ao último momento. Ele foi apanhado de surpresa, tal como o resto do mundo, quando Nicolau abdicou por si e pelo seu filho no dia 3 de Março de 1917. A dinastia Romanov que começara em 1613 com o Czar Miguel, acabaria agora com Miguel Alexandrovich.

 

Miguel Alexandrovich em Gatchina

 

Alguns historiadores consideram Miguel o último Czar da Rússia. O que não deixa qualquer dúvida é que ele foi nomeado oficialmente como sucessor de Nicolau e, se as coisas tivessem sido diferentes, poderia mesmo ter chegado a Czar. Contudo, ele herdou uma situação que, a cada hora que passava, se ia descontrolando cada vez mais, fugindo ao seu controlo ou de alguém. Alexandre Kerensky e outros líderes da Duma deixaram bem claro que não poderiam garantir a sua segurança se ele decidisse assumir o poder. Seria um Czar sem corte nem apoiantes.

 

retrato oficial de Miguel Alexandrovich

 

O manifesto de Miguel, datado do dia 3 de Março de 1917, é um documento de grande importância devido à importância que teve para a família Romanov que, pela primeira vez, escolheu não usar violência para manter o seu poder. Miguel repudiava o uso da força para assegurar a coroa e esse filosofia mantêm-se até hoje entre os descendentes da família nomeadamente quanto a uma possível restauração da monarquis. O seu manifesto dizia:


 

 “Um pesado fardo foi-me entregue pela vontade do meu irmão que, numa altura de luta descontrolada e tumulto popular decidiu transferir-me o trono imperial da Rússia. Partilho com o povo a ideia de que o bem do país se deve elevar acima de qualquer outra coisa e decidi firmemente que apenas aceitarei o poder se essa for a vontade do nosso grande povo, que tem, através do sufrágio universal, de eleger os seus representantes para a Assembleia Constituinte, para assim determinar a forma de governo e as novas leis fundamentais da Rússia. Por isso, pedindo a bênção de Deus, peço a todos os cidadãos da Rússia que obedeçam ao Governo Provisório, que subiu ao poder e tem autoridade plena na iniciativa da Duma Imperial até que chegue a altura certa para uma Assembleia Constituinte, convocada o mais cedo possível e eleita de acordo com os princípios do sufrágio universal, directo, igual e secreto, para que se dê voz ao povo para escolher a sua forma de governo.  

 


Neste documento, Miguel nem aceita, nem rejeita a coroa. Claramente não se trata de uma abdicação, como alguns afirmaram. Em vez disso, Miguel inicia um novo rumo que defendia já antes da queda de Nicolau, para que se formasse um governo representativo. Ele governaria como um monarca constitucional, ou então, se o povo assim o decidisse, nem sequer subiria ao trono. Miguel manteria o contacto com Kerensky até à subida ao poder dos bolcheviques após a Revolução de Outubro de 1917. As eleições que Miguel convocara chegaram a realizar-se, mas a Assembleia Constituinte acabou por ser dissolvida pelos bolcheviques.

Miguel  era uma visita frequente do Palácio de Alexandre depois de regressar à Rússia. A sua última visita ocorreu no dia 31 de Julho de 1917 quando lhe foi dada permissão pelo líder do Governo Provisório, Alexandre Kerensky, para visitar o seu irmão mais velho, Nicolau II, antes de a Família Imperial ser enviada para o exílio em Tobolsk. Essa foi também a última vez que se viram.

 

Miguel Alexandrovich no Palácio de Alexandre em 1917

 

Miguel ajudou Kerensky a sair da Rússia após a Revolução de Outubro, obtendo um passaporte dinamarquês através das suas ligações familiares. Os Dinamarqueses ainda ocupavam Gatchina e ofereceram à família e amigos de Miguel uma pequena sensação de segurança. Kerensky conseguiu chegar ao Ocidente e viveu nos Estados Unidos até à sua morte em 1964.

 

Jorge, o filho de Miguel, também saiu da Rússia graças a um passaporte dinamarquês. Viveu em Paris até à sua morte aos 21 anos devido a um acidente de carro. Não tinha filhos, por isso hoje não existem descendentes directos de Miguel.

 

Natalia, a sua esposa, foi presa durante algum tempo depois da revolução com o seu marido Miguel. Boris Savinkov, o assassino que planeou o assassinato do Grão-Duque Sergei Alexandrovich em 1905, era o responsável pelo casal. Nicolau e Alexandra souberam da detenção de Miguel e Natalia quando estavam exilados em Tobolsk. Todos os preconceitos sobre o casamento impróprio de Misha tinham já desaparecido e Nicolau ficou terrivelmente preocupado com o seu irmão e cunhada.

 

Miguel e Natalia Romanov foram preses pelo governo de Lenine após a revolução de Outubro

 

Miguel, sempre um marido devote, ordenou que a sua mulher abandonasse a Rússia de qualquer forma possível depois de receber a ordem de exílio para os Montes Urais na Primavera de 1918. Assim que foi libertada, Natalia obedeceu ao marido e, tal como o seu filho, abandonou o país com um passaporte dinamarquês que a identificava como enfermeira da Cruz Vermelha. Viveu uma vida tranquila em Londres durante alguns anos. Em 1931 o seu filho Jorge morreu e, apenas em 1932, descobriu o que tinha acontecido ao seu marido em Junho de 1918. Nos seus últimos anos de vida, Natalia tinha perdido grande parte da sua fortuna e recebia ajudas financeiras dos Romanov e outras famílias reais. Curiosamente a única ajuda financeira que realmente a ajudava veio do seu primo por casamento, o Príncipe Felix Yussopov. A filha de Natalia do seu primeiro casamento também conseguiu fugir da Rússia, casou-se, e teve uma filha, Pauline Grey que escreveu o livro “The Grand Duke’s Woman.” Quando morreu, sozinha e esquecida em 1952, era esse o seu título preferido.

 

 

Muitos dos Romanov que permaneceram na Rússia, além dos que se refugiavam na Crimeia, foram enviados para os Montes Urais durante a Primavera de 1918. A todos eles foi assegurada segurança e liberdade pelos bolcheviques. Como a história já nos mostrou, os bolcheviques tinham uma ideia bastante curiosa sobre o que representava “segurança”. A Grã-Duquesa Ella foi dada como desaparecida pelo governo quando eles a tentavam enviar para um “local seguro” e disseram que Alexandra, Alexis e irmãs estavam num local seguro após o assassinato de Nicolau. Todos foram exterminados cruelmente.

 

Miguel gostou da relativa liberdade durante muitas semanas e sentia-se aliviado por Natalia e o filho terem escapado.

 

Miguel Alexandrovich em 1915

 

Na noite de 11 de Junho de 1918, um grupo de bolcheviques entrou de rompante no quarto de hotel de Miguel e ordenaram-lhe que se preparasse para ser transferido para um local seguro. Quando ele protestou e tentou telefonar ao líder do Partido Bolchevique local que lhe tinha prometido a sua liberdade as linhas foram cortadas. Ele vestiu-se, foi puxado pelo colarinho e atirado para dentro de um carro juntamente com o seu secretário, o britânico Brian Johnson.

 

Os dois homens conduziram-no para for a da cidade de Perm, onde tinha permanecido em exilio, até uma área de floresta. Ambos foram mortos a tiro pelo grupo. Um relatório indica que Miguel, depois de estar ferido, correu em direcção ao seu amigo com os braços abertos, apenas para ser morto com um tiro no peito. Um dos assassinos usou o relógio de Johnson durante vários anos como recordação.

 

Os corpos de Miguel Romanov e de Brian Johnson nunca foram encontrados. As suas mortes foram apenas o princípio de uma série de assassinatos de membros da família Romanov que aconteceu entre Junho de 1918 e Janeiro de 1919. Ao todo, 18 membros da família foram mortos durante este período.

 

Miguel foi assassinado com 39 anos de idade

música: Jeff Buckley - Hallelujah

publicado por tuga9890 às 11:38
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Sábado, 19 de Julho de 2008

Notícia - Rússia Confirma Identidade dos Corpos

 

EKATERINBURGO, Rússia – Milhares de crentes da Igreja Ortodoxa Russa estão a preparar-se para se reunir na Quarta-Feira para dar inicio às cerimónias que marcarão os 90 anos sobre a execução do último Czar Nicolau II.

Este evento chega no momento em que testes de ADN confirmaram que os restos mortais encontrados na região Ural no Verão passado pertencem efectivamente aos filhos assassinados do Czar, Alexis e Maria.

“Os resultados finais dos testes de AND confirmaram a hipótese de que a segunda sepultura continha os restos mortais da Grã-Duquesa Maria e do Czarevich Alexis,” disse em declaração o prossecutor.

Estão agendadas várias rezas ao longo do dia em vários locais de Ekaterinburgo nos Montes Urais, onde Nicolau e a sua família passaram os seus últimos meses, disse o Arcebispo Vikenty de Ekaterinburgo.

As cerimónias culminarão com uma vigília que durará toda a noite na Igreja do Sangue Derramado, um templo construído no local onde se encontrava a casa onde a família passou os últimos meses antes de ser assassinada nas primeiras horas de 18 de Julho de 1918 por agentes bolcheviques.

Na Quinta-Feira de madrugada, os fiéis irão caminhar numa procissão solene até à mina destruída a 18 quilómetros de distância onde os corpos de Nicolau, da sua esposa, dos 5 filhos, do médico e de 3 servos foram inicialmente largados.

A atitude russa em relação ao assassinato dos Romanov transformou-se radicalmente desde o colapso da União Soviética em 1991.

A Igreja Ortodoxa é agora apoiada ao mais alto nivel pelo estado e dedicou-se à preservação da memória da família, canonizando-os e erguendo a Igreja do Sangue Derramado em sua honra.

Com peregrinos a chegar de toda a Rússia, uma das presenças mais notadas das cerimónias será a descendente da família Romanov, a Grã-Duquesa Maria Vladimirovna que afirma ser a herdeira legitima de Nicolau. Ela deverá viajar da sua casa em Madrid, Espanha.

Reflectindo desentendimentos internos, outro ramo de descendentes Romanov deverá estar presente em São Petersburgo onde aqueles que se pensam ser os restos da restante família estão enterrados há dez anos.

O Presidente Dimitri Medvedev não é esperado em nenhuma das cerimónias devido a precauções com o passado de Vladimir Putin ligado ao KGB.

Vladimirovna tem lutado sem sucesso uma campanha nos tribunais em favor da restauração de poderes de Nicolau e da sua família sem os quais, diz ela, os seus antecessores continuarão a ser considerados “inimigos do povo”.

 

 

 


publicado por tuga9890 às 23:40
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

90 anos sem os Romanov

Passam hoje 90 anos sobre a morte de Nicolau II e família em Ekaterinburgo. Nesta data, há 10 anos atrás, foram enterrados os corpos do antigo Czar, da esposa Alexandra e de três das suas filhas:

 

 

 

 

 


publicado por tuga9890 às 20:03
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Notícias - Novo Filme sobre os Romanov

 

Uma nova produção sobre os Romanov acaba de estrear na Rússia... bem, pelo menos uma espécie de referência.


O filme conta a história de um grupo de soldados que tem como missão resgatar a família da casa Ipatiev, mas que, obviamente, vai ter alguns problemas com o Exercito Vermelho que domina a área.

 

 

A tradução literal do título do filme é "Salvem o Imperador", mas segundo alguns fãs da última família imperial russa que já tiveram a sorte de dar uma olhadela, se alguém vai ver o filme com esperança de ver muitas cenas com os Romanov, então vão sair desiludidos, porque, no total... existe apenas uma, que por acaso é aquela representada nas imagens.

 

música: Jeremy Kay - "Have It All"

publicado por tuga9890 às 15:27
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