Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Documentário - In Search Of... Anastasia

Um dos episódios da série de documentários "In Search Of..." de 1978 em que se procurou a suposta sobrevivente do massacre Romanov numa altura em que Anna Anderson, a mais famosa das pretendentes, ainda se encontrava viva.

 

 

 


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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

90 anos sem os Romanov

Passam hoje 90 anos sobre a morte de Nicolau II e família em Ekaterinburgo. Nesta data, há 10 anos atrás, foram enterrados os corpos do antigo Czar, da esposa Alexandra e de três das suas filhas:

 

 

 

 

 


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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Livro - Six Years At The Russian Court

Margaretta Eagar era uma ama irlandesa que, aos 35 anos, em 1898 começou a trabalhar com a família Romanov. Foi com ela que as quatro grã-duquesas aprenderam inglês e, por isso, ganharam um forte sotaque irlandês que teve de ser, mais tarde corregido por Charles Gibbes. Infelizmente, em 1904, a ama deixaria a corte devido à complicada situação que se instalou na Rússia após a Guerra Russo-Japonesa, na qual o Reino Unido tomou o lado japonês.

 

Em 1906 publicou um livro sobre as suas experiências com as filhas do Imperador que é uma das principais fontes sobre a vida privada da família.

 

 

Excertos:

 

"A Grã-Duquesa Olga encontrou pequeno pássaro que tinha caído na relva e disse: “Vou guardar este pobre passarinho para sempre.” A governanta não interferiu, mas observou a Olga a levá-lo seguida da sua irmã Tatiana que também estava interessada. A governanta perguntou-se por quanto tempo as crianças iriam guardar o pássaro antes de se cansarem dele. Mais tarde a Olga disse: “Se calhar estou a fazer mal em tirar o pássaro porque, mesmo agora, Deus deve ter mandado um anjo para vir buscar o pássaro e ele não está lá. Vou pô-lo no lugar.” Ela repetiu os passos que tinha dado e colocou o pássaro no mesmo sitio onde o tinha encontrado.

No dia seguinte estávamos a caminho da praia novamente e elas insistiram em seguir pelo mesmo caminho do dia anterior para procurar o pássaro. Quando chegaram ao lugar onde a Olga o tinha colocado, o pássaro tinha desaparecido.
“Imagina que eu o tinha tirado!” disse a Olga, “Então o anjo de Deus não o teria encontrado!”

“Oh,” respondeu a Tatiana, “Acho que teria sido melhor se Ele o tivesse tirado das nossas mãos!”

 

Tatiana e Olga em 1899

 

“Um dia quando a Tatiana estava a ser preparada para sair, fui buscar o casaco para ir com elas. Quando ela voltou, a ama, Mary, estava a abanar a Tatiana. “Como te atreves a fazer isso?” exclamei eu, “Pagam-te para cuidar dela, não para a corrigir.”

“Ela é paga?” disse a Tatiana surpreendida.

“Sim”, respondi eu, “Ela é paga e eu também,” e então a Tatiana começou a chorar.

“Tu já me viste a receber o meu dinheiro todos os meses, “expliquei eu.

“Eu sempre pensei que era um presente.”

Então eu expliquei que era necessário que fosse paga, uma vez que não tinha dinheiro meu e a minha forma de o arranjar era a cuidar de crianças. Na manhã seguinte, quando acordei, a Tatiana estava ao pé da minha cama e perguntou: “Posso ir para a tua cama?”

Enquanto a pequena Grã-Duquesa se aconchegava nos meus braços, exclamou, “De qualquer forma, não vais ser paga por isto.”


 

“De todas as crianças, a Maria era a favorita do Imperador. Quando ela tinha 1 ano e 4 meses, estávamos na Crimeia e ela estava a rodear a varanda onde ele estava a tomar o pequeno-almoço. Eu fui atrás dela rapidamente, o Imperador olhou para mim com um sorriso e pediu-me para pôr mais uma cadeira na mesa para ela. “Comove-me,” disse ele, “ver tanta afeição.”

"A Maria costumava prestar atenção a toda a gente na rua a quem, mais tarde, chamava “os meus amigos,” e ficava triste se eu não os reconhecesse. “Lembras-te,” dizia ela, “daquela senhora de Peterhoh que estava com um chapéu verde? Hoje vi-a em Nevsky.” Ela nunca confundiu ninguém, tinha uma verdadeira “memória imperial” para caras."


 

A Anastasia, um dia, subiu para cima da mesa do quarto de brincar e saltou para o chão. Eu disse: “Não devias fazer isso, é demasiado alto. Podes sltar para o sofa se quiseres, mas não da mesa.”

Ela não presto atenção ao que eu tinha ditto e voltou a subir para a mesa e saltar para o chão. Então eu dei-lhe um estalo gentil. A Anastasia sentou-se e pensou por um momento e depois disse: “não é bom apanhar um estalo, mas é melhor saltar da mesa e apanhar um estalo do que saltar do sofá.” E voltou a subir para a mesa e a saltar. Então prendi-a à cadeira com uma faixa. A Anastasia não gostou e disse, “é melhor subir para a mesa e apanar um estalo, mas é melhor não subir do que estar presa a uma cadeira!”

 

O livro está disponivel para leitura online em inglês no site Alexander Palace.

música: Monty Python - "Sit On My Face"

publicado por tuga9890 às 15:23
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Sábado, 5 de Julho de 2008

Rumores - Histórias de fantasmas relacionadas com os Romanov"

Normalmente quando uma família inteira é assassinada brutalmente numa cave de uma forma misteriosa sem que ninguém saiba ao certo o que aconteceu, espera-se que os fantasmas relacionados com essa mesma família sejam eles próprios. No entanto, a verdade é que, à excepção de raros relatos de pessoas que afirmam ter visto os Romanov na Igreja de Todos os Santos em Ekaterinburgo, (construída no local onde os corpos foram encontrados), e o fantasma da Czarina a vaguear pelo Palácio de Alexandre, as histórias de fantasmas que estão ligadas à última família imperial russa falam mais daqueles que os assombraram do que daqueles em que se tornaram.

 

Algumas dessas histórias espalharam-se por biografias, rumores e notícias...

 

Alexandra Feodorovna

um empregado do Museu do Palácio de Alexandre afirmou ter visto o fantasma da Czarina vaguear os corredores

 

Uma das primeiras histórias de fenómenos paranormais que, potencialmente, atormentavam a última família real russa data de 1894, ano em que Nicolau II se tornou czar da Rússia e é mencionada num artigo do "Indian Express" de 1998 intitulado "O Kremlin está assombrado":

 

"Segundo a tradição russa, uma visão do fantasma de Ivan, o Terrível, é sempre considerada como um sinal de mau agoro para quem estiver no poder. Diz-se que em 1894, quando o último czar Russo estava prestes a exercer funções e perto do seu casamento com a futura Imperatriz Alexandra Fedorovna, o espirito de Ivan, o Terrível, era visto com muita frequência. O czar e a sua família acabariam por ser assassinados pelos bolcheviques depois da Revolução de Outubro em 1917".

 

Ivan, o Terrivel

 

Poucos anos depois da coroação, em 1898, quando a filha mais velha do casal, Olga tinha 3 anos de idade, costumava dizer à sua ama, Miss Eagar, que via e falava com uma senhora velha com um vestido azul. Ninguém fez caso das afirmações da criança até que, um dia, quando ela e a ama passeavam pelo Palácio de Inverno, Olga apontou para um quadro de Maria Alexandrovna, sua bisavó e esposa de Alexandre II que tinha morrido em 1880 e identificou-a como sendo a mulher com quem falava. Esta história é contada no livro "Romanov Autumn" de Charlotte Zeepvat.

 


Olga, a filha mais velha do czar, afirmava ver e falar com a sua bisavó, morta 15 anos antes do seu nascimento


Outro relato sobre os fantasmas que assombravam a família encontra-se na biografia da ama das crianças Romanov e conta o que aconteceu com as duas filhas mais novas de Nicolau II, Maria e Anastasia, na noite de 5 de Novembro de 1903 quando a família se encontrava na Polónia na véspera da morte da prima mais velha das princesas:

 

"Sem aviso as duas pequenas Grã-duquesas, Maria e Anastasia, começaram a gritar e eu corri até ao quarto delas; Encontrei-as a ambas sentadas nas suas camas com expressões aterrorizadas. Disseram-me que estava um homem estranho no quarto que as tinha assustado. Os quartos estavam localizados numa suite, e apenas se podia entrar neles pela sala de jantar ou pelo segundo quarto e a esse apenas se poderia entrar a partir de um outro no qual a pequena Princesa [Elizabeth] se encontrava doente, logo ninguém poderia ter entrado naquele quarto sem o nosso conhecimento. O médico e o empregado do pequena Princesa tinham passado a noite inteira entre a sala de jantar e o quarto da Princesa.

 

Pensei que a luz do candeeiro podia ter feito com que uma sombra do quarto vizinho tivesse levado as crianças a pensar que estava alguém no quarto. Então mudei a posição dele, mas mesmo assim as crianças estavam com medo, e diziam que ele estava escondido por detrás da cortina. Acendi uma vela e peguei na pequena Anastasia ao colo, levando-a por todo o quarto para provar que não havia absolutamente nada para a assustar. O médico entrava e saía para acalmar a Maria, mas de nada valia a pena: ela não se acalmava e a Anastasia recusava-se a voltar para a cama, por isso sentei-me com ela e tentei reconfortá-la. Ela escondeu a cara no meu pescoço e agarrou-se a mim a tremer. Era terrível para mim vê-la tão assustada [...].

 

Segundo a sua ama, Anastasia e Maria também tiveram uma visita indesejada

 

A Maria continuava a falar sobre a pessoa horrível e levantava-se da cama aterrorizada muitas vezes. O médico continuava a entrar e a sair e contou-me que um médico desconhecido tinha sido chamado ao palácio e tinha dado uma injecção de cafeína a Elizabeth que sofria bastante [...]. Quando a Maria voltou a falar sobre o estranho homem, eu disse-lhe: "Um médico desconhecido veio aqui ajudar o Doutor H. a pôr a prima Ella boa e talvez tenha passado pelo vosso quarto por engano, ou talvez o tenham ouvido falar, mas não está ninguém aqui neste momento". Ela assegurou-me que o estranho não era um médico e não tinha entrado por aquela porta ou falado.


Subitamente ela levantou-se da cama e olhou para algo que eu não conseguia ver. "Oh!", disse ela, "ele foi para o quarto da prima Ella." A Anastasia sentou-se no meu joelho e disse, "Oh! Coitada da prima Ella, coitada da Princesa Elizabeth!" A pequena menina morreu na manhã seguinte."

 

A Princesa Elizabeth morreria no dia 6 de Novembro de 1903, aos 8 anos de idade comFebre Tifóide.

 

Mas não foi só a última família imperial que teve supostos encontros com o além.

 

Em 1849, a filha mais velha do czar Alexandre II, a Grã-Duquesa Alexandra Alexandrovna, morreu com 6 anos de idade. 11 anos mais tarde, em 1860, o seu pai afirmou ter-se encontrado com ela novamente:

 

"O fantasma de Alexandra supostamente apareceu juntamente com o do seu avô, Nicolau I da Rússia, durante duas sessões espirituais por volta de 1860, organizadas pela Grã-Duquesa Alexandra Iosifovna. O czar e outros membros da corte interessavam-se por espiritismo, que estava muito na moda na altura.

 

Numa destas reúniões, a mesa levantou-se alguns centimetros, rodopiou e raspou no chão, formando as palavras "Deus Salve o Czar!" O czar e outros presentes afirmaram terem sentido figuras fantasmagóricas tocarem-lhes. Os espiritos responderam a perguntas colocadas por Alexandre II, fazendo com que as letras do alfabeto que ele tinha escrito num papel que mantinha em frente de si se mexessem.

 

Uma aia afirmou mais tarde que as respostas não tinham a menor importância para as perguntas colocadas e questionou-os sobre o facto de darem mais importância a jogos do que a procurar verdadeiras respostas para as perguntas do czar. A mãe de Alexandra (Maria Alexandrovna) recusou-se a assistir à segunda sessão por considerar que os fantasmas eram "espiritos de mentiras" manipulados pelo demónio e que a sua filha não tinha, de facto, aparecido."


Alexandra Alexandrovna da Rússia

Um dos raros retractos da Grã-duquesa Alexandra Alexandrovna da

Rússia

Para além destas histórias, várias pessoas afirmam que existem fotografias da família nas quais são visíveis misteriosas figuras que não deveriam estar lá naquele momento... cada um que tire as suas próprias conclusões...

música: Joe Purdy - "I Love The Rain The Most"

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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Biografia - Anastasia Nikolaevna

 

 

Anastasia Romanov era a filha mais nova e de Nicolau II e Alexandra da Rússia, nascida a 18 de Junho de 1901 no Palácio de Peterhof.

 

Anastasia tornou-se famosa após a sua morte devido às inúmeras mulheres que se fizeram passar por ela ao longo do século XX e também à atenção da qual foi alvo por parte da Cultura Popular de todo o mundo.

 

Anastasia nos braços da mãe em 1901

 

A esperança no nascimento de um herdeiro para a dinastia Romanov foi novamente adiada com o nascimento de Anastasia   Nikolaevna em 1901. Quando recebeu a notícia de que tinha sido pai da quarta filha consecutiva, o czar Nicolau II foi dar um longo passeio sozinho para se acalmar antes de visitar Alexandra e a nova bebé.

 

 

Um significado para o nome Anastasia é "aquela que se liberta das correntes". A quarta Grã-Duquesa recebeu o nome devido ao facto de, em honra do seu nascimento, o seu pai ter perdoado e colocado em liberdade estudantes que tinham sido presos por participarem em motins em São Petersburgo e Moscovo no Inverno anterior. Outro significado para o seu nome é "ela irá erguer-se", ligado à ressurreição  , facto que foi muitas vezes repetido quando as histórias sobre a sua sobrevivência começaram a aparecer.

 

Anastasia em 1902

 

Anastasia tinha um aspecto e personalidade diferentes das suas femininas e bem-comportadas irmãs. Era descrita como uma “maria-rapaz” que gostava de subir às árvores e brincar com os rapazes. A dama-de-companhia da sua mãe, Shopie Buxhoeveden, escreveu o seguinte sobre Anastasia e a sua irmã Maria:


“A Maria Nikolaevna era igual à Olga em cores e feições, mas com tudo mais acentuado e vivo. Ela tinha o mesmo sorriso encantador, a mesma forma da cara, mas os olhos dela, “as safiras da Maria”, como eram conhecidos entre os seus primos, eram magníficos, de um azul profundo. O cabelo dela tinha madeixas douradas e, quando foi cortado depois da doença dela em 1917, encaracolou-se naturalmente em volta da cabeça. A Maria era comandada inteiramente pela sua irmã mais nova, Anastasia Nikolaevna, chamada de “criança mal-comportada” pela sua mãe.

Talvez a Anastasia se tivesse tornado na mais bonita das irmãs se tivesse vivido mais tempo. As suas feições eram regulares e bem delineadas. Ela tinha um cabelo bonito, olhos bonitos e vivos com se tivessem sempre um sorriso brincalhão escondido nas suas profundidades, e sobrancelhas negras que quase se juntavam. Tudo isto combinado, tornava a Grã-Duquesa mais nova diferente de todas as irmãs. Ela tinha um aspecto próprio e parecia-se mais com a família da mãe do que com a do pai. Ela era muito baixa, mesmo aos 17 anos e era, na altura, bastante gorda, mas era gordura da juventude. Ela teria-a ultrapassado como a sua irmã Maria.”

 

 

No iate do pai

 

Anastasia era a origem de todo o mau-comportamento e era tão esperta e divertida quanto era preguiçosa nas suas lições. Ela era astuta e observadora, com um apurado sentido de humor, e era a única das irmãs que nunca soube o significado da palavra timidez. Mesmo muito nova, ela entretinha  velhos severos que se sentavam ao pé de si na mesa.

 

Alexis e Anastasia

 

Anastasia cresceu espevitada e energética, descrita como sendo baixa e com tendência a engordar, com olhos azuis e cabelo loiro quase ruivo. Margaretta Eagar , a ama das 4 irmãs, comentou que alguém lhe tinha dito que Anastasia tinha a melhor personalidade que ele alguma visto numa criança. 


Enquanto era frequentemente descrita como dotada e brilhante, nunca se interessou pelas restrições da sala de aula, de acordo com os seus tutores Pierre Gilliard e Sydney Gibbes que, juntamente com o resto dos empregados da família, descreveram Anastasia como sendo energética, travessa, e uma dotada actriz. Contudo a sua inteligência nem sempre era utilizada na melhor maneira.

 

Anastasia em 1905

 

A ousadia de Anastasia, excedia, por vezes, os limites do comportamento aceitável. "Sem dúvida nenhuma que ela mantinha o recorde de castigos atribuídos na sua casa, uma vez que, ao pregar partidas, era um verdadeiro génio," disse Gleb Botkin, filho do médico da corte, Yevgeny Botkin que viria a morrer com o resto da família em Etkaterinburgo .

 

Anastasia com as irmãs em 1904

 

Às vezes, Anastasia fazia rasteiras aos empregados e pregava partidas aos seus tutores. Quando era criança, subia às árvores e recusava-se a descer, sendo que o único que a conseguia convencer a fazê-lo era o seu pai, Nicolau II. Uma vez, durante uma luta de bolas de neve na propriedade polaca da família, Anastasia escondeu uma pedra com neve e atirou-a à sua irmã Tatiana, fazendo-a cair ao chão. Uma prima distante, a Princesa Nina Georgievna recordou que "a Anastasia era uma má perdedora ao ponto de ser verdadeiramente maldosa," e fazia batota, pontapeava e arranhava os seus adversários durante os jogos. Também se preocupava menos com a sua aparência do que as suas irmãs. Hallie Erminie Rives, uma escritora americana e esposa de um diplomata descreveu como Anastasia de 10 anos comia chocolates sem se preocupar em tirar as suas luvas brancas enquanto assistia a um espectáculo na casa da ópera de São Petersburgo.

 

 

Anastasia e a irmã mais velha Maria eram conhecidas como "o Par Pequeno" e partilhavam o mesmo quarto. Juntamente com as irmãs mais velhas, Olga e Tatiana, costumavam assinar as cartas com a alcunha OTMA que vem da primeira letra de cada um dos seus nomes. Para além de Maria e das irmãs, Anastasia era também muito próxima do seu irmão mais novo, Alexis e era ela que o costumava divertir quando ele sofria de ataques de hemofilia.

 

Anastasia e Alexis


Apesar da sua energia, a saúde  física de Anastasia era pobre. A Grã-Duquesa sofria de joanetes que lhe afectavam os pés. Além disso tinha um musculo fraco nas costas que tinha de ser massajado duas vezes por semana. Normalmente escondia-se debaixo da cama ou no armário para evitar estas massagens.

 

 

A sua mãe, Alexandra, confiava nos conselhos de Gregório Rasputine, um camponês russo que se considerava um "homem santo" e usou as suas rezas para salvar Alexis em numerosas situações. Anastasia, as irmãs e o irmão foram ensinadas a tratar Rasputine por "O Nosso Amigo" e a trocar confidências com ele. No Outono de 1907, a sua tia Olga Alexandrovna foi levada aos quartos das crianças pelo czar para conhecer Rasputine e deparou-se com as suas sobrinhas e sobrinho a usar as suas camisas de dormir.

 

Anastasia e a sua tia Olga Alexandrovna

 

Segundo relatos da época as crianças pareciam gostar dele e costumavam escrever-lhe frequentemente. Mais tarde seriam essas cartas que iriam incentivar os rumores de que o maléfico monge mantinha um romance tanto com Alexandra como com as suas filhas, particularmente devido a uma carta inocente, mas sugestiva que Anastasia lhe escreveu: "Meu querido, precioso e único amigo, quanto gostaria de te poder ver outra vez. Voltaste a aparecer-me num sonho. Estou sempre a perguntar à mamã quando vais voltar. Penso sempre em ti, meu querido, porque és tão bom para mim." Para além das cartas, circulavam também caricaturas pornográficas que mostravam a czarina e as filhas a terem relações com Rasputine .

 

Sem saber da doença de Alexis , tanto o povo russo como membros da família questionavam a presença do monge siberiano na corte. Mais tarde, Nicolau pediu-lhe que se ausentasse de São Petersburgo e ele foi para a Palestina, mas acabou por regressar e serviu sempre a família até ao seu assassinato em 1916.

 

Anastasia com a mãe

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, Anastasia , juntamente com a irmã Maria, visitava soldados feridos num hospital privado em Tsarskoye Selo onde também trabalhavam a mãe e as irmãs mais velhas Olga e Tatiana. As duas adolescentes jogavam xadrex e bilhar com os soldados e tentavam animá-los. Felix Dassel , que foi tratado nesse hospital e conheceu Anastasia , contou que a Grã-Duquesa "ria como um esquilo e andava muito depressa, tropeçando várias vezes durante o caminho."

 

Anastasia durante a I Guerra Mundial

 

Após a abdicação do pai a Março de 1917, Anastasia foi presa com o resto da família, primeiro em Czarskoe Selo, depois em Tobolsk e, finalmente, em Etkaterinburgo. O stress e a incerteza sobre o seu destino, afectaram tanto Anastasia como o resto da família.

 

1913

 

"Adeus," escreveu ela a um amigo no Inverno de 1917. "Não te esqueças de nós." Em Tobolsk , ela escreveu uma canção para o seu tutor de Inglês, cheia de erros ortográficos sobre Evelyn Hope ", um poema de Robert Browning , que falava sobre uma jovem da idade de Anastasia : "Quando ela morreu tinha apenas 16 anos. Havia um homem que a amava, sem alguma vez a ter visto, mas conhecia-a muito bem. E ela também tinha ouvido falar dele. Ele nunca lhe conseguiu dizer que a amava, e agora ela estava morta. Mas mesmo assim ele pensou que quando ele e ela vivessem [a sua] próxima vida, quando isso acontecesse (...)"

 

 

Mesmo nos seus últimos meses de vida, ela encontrava sempre maneiras de se divertir. Ela e outros membros do grupo de empregados que a família levou, frequentemente organizavam peças de teatro para entreter os pais e os outros habitantes da casa de Tobolsk , durante a Primavera de 1918. As representações de Anastasia faziam todos caírem ao chão de tanto rir, segundo o seu tutor Sydney Gibbes . No dia 7 de Maio de 1918, uma carta enviada para a sua irmã Maria que já se encontrava em Ekaterinburgo , descrevia um momento de alegria, apesar da tristeza, solidão e preocupação que Anastasia sentia pelo seu irmão Alexis : "Estivemos a brincar nos baloiços, e foi aí que eu me perdi de riso, a queda foi tão maravilhosa! Mesmo! Eu já a contei às nossas irmãs tantas vezes ontem que elas já estão fartas de me ouvir, mas eu podia continuar a contar a história muitas vezes... Que clima fantástico temos tido! Qualquer um podia gritar de alegria.

 

Anastasia começou a fumar no Verão de 1916

 

Nas suas memórias, um dos guardas da "Casa Para Fins Especiais", Alexandre Strekotin , recordou Anastasia como sendo "muito amigável e divertida," enquanto que outro disse que ela era "um diabo muito charmoso! Ela era traquinas e, pelo que vi, raramente se cansava. Era muito viva, e gostava muito de pôr os cães a representar em comédias mímicas , como se fossem cães de circo." No entanto um outro guarda apelidou-a de ofensiva e terrorista" e queixou-se de que, ocasionalmente, ela provocava tensões dentro da casa.

 

As 4 grã-duquesas no quarto que partilhavam em Tobolsk

 

A lenda de Anastasia começou na noite de 17 de Julho de 1918. A Grã-Duquesa seguiu o resto da sua família, levando o seu cão Jimmy nos braços para a cave da Casa Ipatiev onde todos terão sido executados.

De acordo com o Relatório de Yurovsky , o homem que comandou o fuzilamento, após a primeira vaga de disparos, as balas fizeram ricochete nas jóias que as Grã-Duquesas tinham cosido nos seus corpetes. Pouco depois Olga e Tatiana terão sido esfaqueadas com as baionetas dos soldados, enquanto que as outras duas estavam encostadas à parede, aterrorizadas a tapar a cara até serem executadas com balas dos soldados.

 

última fotografia conhecida de Anastasia

 

No entanto há também relatos que contradizem o que foi escrito por parte dos próprios soldados que mataram a família. Um deles, Peter Ermakov , contou à mulher que Anastasia tinha sido esfaqueada e não morta por tiros. Outros dizem que já quando os corpos estavam a ser transportados para o camião, a filha do czar começou a chorar e foi morta com um golpe na cabeça.

Nos anos que se seguiram ao massacre da Casa Ipatiev pelo menos 10 mulheres garantiram ser a Grã-Duquesa , sendo a mais famosa Anna Anderson . Com cada nova mulher que aparecia, chegava também uma nova história sobre como Anastasia e até os seus irmãos teriam sobrevivido.

 

 

Havia rumores de que Anastasia tinha sido salva por um dos guardas quando este reparou que ela estava viva, de que tanto ela como a irmã Maria tinham sido salvas por um padre em 1919 e que viveram como freiras num convento nos Montes Urais até à morte de ambas em 1964, os rumores chegaram também à Bulgaria onde um homem chamado Peter Zamiatkin que se dizia ser um guarda da família imperial, contou a um paciente de 16 anos de um hospital que tinha levado Anastasia e Alexis para Odessa e, mais tarde conseguiu escapar para Alexandria de navio. Os supostos filhos do czar teriam vivido com nomes búlgaros e morreram em 1954.

 

Anastasia durante uma actuação com a irmã Maria em 1912

 

 

Os rumores da possível sobrevivência de Anastasia foram também alimentados pelos relatos de que comboios e casas estariam a ser revistados pela polícia secreta dos bolcheviques que procurava Anastasia Romanov. “No curto espaço de tempo em que esteve presa em Perm durante 1918, a Princesa Helena Petrovna , esposa do primo distante da Grã-Duquesa , Principe Ioann Konstantinovich , contou que uma vez um guarda lhe trouxe uma rapariga que se apelidava de Anastasia Romanova à sua cela e lhe perguntou se aquela era a filha do czar. Helena Petrovna disse que não a reconhecia e então a rapariga foi levada novamente. Na mesma cidade corriam rumores de que algumas pessoas tinham visto Alexandra e as filhas depois do assassinato, mas nunca se deu grande importância à história

 

 

Uma outra história de que 8 testemunhas tinham assistido à captura de uma jovem que, aparentemente, tentava fugir do país em Setembro de 1918. Algumas dessas testemunhas identificaram a jovem como sendo Anastasia quando lhes foram mostradas fotografias da Grã-Duquesa por soldados do Exercito Branco que ainda tinham esperança de encontrar a família real com vida. Uma das testemunhas (um médico) disse aos membros do Exercito Branco que tinha tratado daquela jovem e que ela lhe tinha dito que era a filha do czar, Anastasia e que lhe tinha passado uma receita com esse nome. Mais tarde o Exercito Branco encontrou registos dessa receita. Durante o mesmo período em meados de 1918 várias pessoas usaram a identidade da família para obter ajuda para abandonar o país ou obter dinheiro.

 

 

Embora a hipótese de que alguém tivesse conseguido escapar na noite de 17 de Julho nunca tivesse sido levada a sério, existem alguns relatos de que seria possível um ou mais membros da família fugir com vida. Yakov Yurovsky exigiu que os guardas fossem ao seu escritório e entregassem os objectos pessoais que tivessem roubado dos corpos da família depois do homicídio . Segundo alguns guardas houveram espaços de tempo em que os corpos foram deixados sozinhos, na cave, no corredor e, mais tarde, no camião que faria o seu transporte, o que daria espaço de manobra a guardas que não tivessem participado no assassínio e tivessem feito amizade com a família teriam a oportunidade de salvar alguém que não tivesse morrido durante o massacre.

 

Para além disso, falou-se também na hipótese de que houve bastante nervosismo na altura de esconder os corpos, uma vez que faltavam dois que supostamente tinham caído do camião durante o seu difícil percurso.

 

 

Quando o tumulo dos Romanov foi aberto em 1989, depressa se chegou à conclusão de que faltavam dois corpos.

Recurrendo às maiores tecnologias da altura, duas equipas de cientistas (uma russa e uma americana) começaram a analisar aos corpos.

Quando chegou a altura de apresentar as conclusões, as duas equipas mostraram-se em desacordo quanto aos corpos que faltavam. Os americanos diziam ser os de Alexis e Anastasia , enquanto que os russos afirmavam serem os de Alexis e Maria.

Sem que esta polémica fosse de facto resolvida, o corpo de uma das Grã-Duquesas foi enterrado sob o nome de Anastasia Romanov em 1991.

 

 

Finalmente, no dia 30 de Abril de 2008, após 8 meses de análise a dois corpos encontrados em Agosto do ano passado, chegou-se à conclusão que todos os membros da família foram mortos na mesma noite.

 

 

Anastasia morreu aos 17 anos de idade


publicado por tuga9890 às 14:43
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