Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Outros - Entrevista à Grã-Duquesa Isabel Feodorovna (1917) - 1.ª parte

 

No dia em que o czar Nicolau II e a sua família se preparavam para deixar Czarskoe Selo e partir para o seu exílio em Tobolsk, uma jornalista americana, Rheta Childe Dorr, entrevistou Isabel Feodorovna. Era ainda a única Romanov em liberdade, mas isso mudaria poucos meses depois. A entrevista foi publicada já depois da morte da Grã-duquesa.

 

 

A Casa de Maria e Marta

 

Na tarde do dia em que Nicolau II, Imperador deposto e autocrata de todas as Rússias, juntamente com a sua esposa e filhos deixaram Czarskoe Selo e iniciaram a sua longa viagem para o seu exílio na Sibéria, eu estava sentada numa sala pacifica de um convento em Moscovo e falei com quase o último membro da família imperial que disfrutava de total liberdade dentro do Império. Era Isabel Feodorovna, irmã da antiga Imperatriz e viúva do Grão-duque Sérgio, tio do Imperador. O Grão-duque Sérgio foi assassinado, rebentado até sobrarem dele apenas pedaços por uma bomba, quase perante os olhos da sua esposa, por um revolucionário no dia 4 de Fevereiro (estilo antigo) de 1905. Foi morto quando se ia juntar à Grã-duquesa numa das igrejas do Kremlin em Moscovo. Ela correu para fora de casa e viu os seus restos mutilados sobre a neve. A Grã-duquesa Sérgio era já conhecida há muito tempo como uma mulher nobre de espírito e santa e a conduta que tomou depois da morte horrenda do seu marido mostra bem o seu carácter. Implorou ao czar para que retirasse a sentença de morte dada ao assassino e quando ele recusou, ela foi até à prisão onde o homem moribundo aguardava a sua morte, conseguiu obter permissão para entrar na sua cela e, quase até ao último momento, rezou com ele e confortou-o. Nunca teve filhos e, depois do evento que cortou o último laço que a mantinha à pompa real e ao brilho, a Grã-duquesa retirou-se da sociedade e entregou-se à religião. O mais cedo que pôde, tornou-se freira. A sua fortuna privada, até ao último rublo, investimento, palácio, mobília, arte, jóia, carro, sabre e qualquer outro bem foram convertidos em dinheiro que foi usado para a construção de um convento e para pagar a criação de uma ordem religiosa da qual ela se tornou madre superiora. A Grã-duquesa Sérgio obedeceu literalmente ao édito de Cristo aos homens ricos: “Vendei tudo o que tendes e dai-lo aos pobres.”

 

Isabel com o marido em 1904

 

O Convento de Maria e Marta, da Ordem da Misericórdia em Moscovo, é um testemunho vivo do seu grande sacrifício. Tem vivido aqui nos últimos oito anos e trabalha junto das suas freiras entre as quais pelo menos uma era uma senhora da corte e muitas outras que pertenciam às classes mais altas. Algumas das freiras pertenciam a casas mais humildes, uma vez que a ordem é perfeitamente democrática. Cada uma das mulheres que entra na Casa de Maria e Marta fá-lo sabendo que a sua vida será passada em serviço, tanto espiritual como o estudo dos Envagelhos de Maria, como material com trabalho. Os Russos, que são um pouco sonhadores, dizem-nos que o convento de Isabel Feodorovna é uma das instituições mais eficientes do Império e acrescentam normalmente que: “Dizem que ela obriga as freiras a trabalhar ao extremo.”


Quando os dias da revolução chegaram em Fevereiro de 1917, uma grande multidão foi até à Casa de Maria e Marta, escancarou os portões e inundou os degraus do convento, exigindo entrar A porta abriu-se e uma mulher alta e séria, vestida com um hábito cinza-prateado pálido e véu branco saiu para o pátio e perguntou o que queria a multidão.

 

 

“Queremos a mulher alemã, a irmã da espiã alemã de Czarskoe Selo!” Gritou a multidão. “Queremos a Grã-duquesa Sérgio.”

Alta e brilhante, como um lírio, a mulher ficou no mesmo lugar. “Eu sou a Grã-duquesa Sérgio.” Respondeu ela numa voz firme que flutuou por entre os clamores. “O que querem de mim?”


“Viemos aqui para a prender,” gritaram eles. “Muito bem,” foi a resposta calma. “Se me querem prender claro que vou convosco. Mas tenho uma regra. Antes de sair o convento por qualquer razão vou sempre à igreja rezar. Venham comigo à igreja e depois de ter rezado vou convosco.”


Ela deu meia volta e caminhou pelo jardim até à igreja, com a multidão atrás dela. Tantos quanto puderam entraram no pequeno edifício e seguiram-na. Ajoelhou-se perante o altar e todas as suas freiras se ajoelharam à sua volta e choraram. A Grã-duquesa não chorou. Rezou por um momento, fez o sinal da cruz, depois levantou-se e abriu as mãos para a multidão em silêncio, olhando-os nos olhos.


“Agora já estou pronta para ir,” disse ela.

 

 

Mas nem uma mão se ergueu para levar Isabel Feodorovna. O que Kerensky nunca poderia ter feito, o que nenhuma força policial na Rússia poderia ter feito com aqueles homens naquele dia, a perfeita coragem e humildade da Grã-duquesa fez. Intimidou e conquistou a hostilidade, dispersou a multidão. Aquela grande multidão de homens bêbados e libertinos, homens sedentos de sangue que foram calmamente embora, deixando um guarda para proteger o convento. É provavelmente o único local absolutamente impenetrável na Rússia hoje em dia para aqueles que dizem odiar os “bourju”, o nome que dão às classes intelectuais.


No dia de Agosto em que toquei a campainha do portão massivo, não sabia que ia mesmo ver e falar com a Grã-duquesa. O senhor William L. Cazalet de Moscovo, o amigo que me levou até lá, duvidava muito que eu pudesse ser recebida informalmente sem nenhuma marcação prévia. A seriedade dos tempos que vivíamos, principalmente a situação pela qual a família Romanov estava a passar, colocavam a Grã-duquesa Sérgio numa situação extremamente delicada e o senhor Cazalet disse-me com toda a franqueza que esperava vê-la afastada de todos. O melhor que podia prometer, disse ele, era que eu podia ver o convento, onde uma das suas primas era freira.

 

 

O convento, que se encontrava localizado no centro de Moscovo, é um conjunto de pedra branca e casas de estuque construídas em volta de um velho jardim e rodeadas por um muro branco alto coberto de era. Uma chave foi rodada, o portão castanho foi aberto e entramos no jardim que estava em flor. Lembro-me de doces-de-bico brancos e cor-de-rosa no muro, dos lírios brancos que dançavam com o vento e uma passadeira de verbenas que se estendia ao longo do pátio até à porta do convento. Havia muitas macieiras e uma floresta de lilases roxos e brancos.


Fomos recebidos numa sala pequena que era uma mistura de escritório e sala-de-estar, pela chefe executiva do convento, a senhor Gardeeve, uma amiga de longa data de Isabel Feodorovna.Tal como a Grã-duquesa, esta mulher tinha tido uma vida cheia de lágrimas e tribulações apesar da sua posição privilegiada e quando ela tomou o véu, Gardeeve tomou-lhe o exemplo e tornou-se freira. Os negócios do convento realizam-se sob a sua supervisão e de uma forma notável, segundo o que me foi dito. A eficiência e a habilidade estão escritas em cada traço do rosto delicado de Gardeeve assim como na sua voz decidida e transparente e através dos seus gestos graciosos. Foi uma alegria ouvi-la conversar, especialmente para mim, uma vez que tenho dificuldades em compreender o francês indistinto falado pelo russo comum. O francês da senhor Gardeeve era perfeito, do tipo que se ouve mais em digressões do que em Paris ou outro lado qualquer. Uma mulher do mundo da cabeça aos pés, a senhora Gardeeve usava o hábito distinto da ordem com a mesma graciosidade com que teria usado um vestido da última moda. Sorriu e conversou com o senhor Cazelet, que é muito conhecido no convento, e foi muito gentil e cordial comigo. Depois de ficarmos a conversar durante alguns minutos, o meu amigo disse-lhe que eu lhe tinha contado coisas muito interessantes sobre as escolas publicas americanas e queria que eu as contasse a ela.

 

 

Por isso contei-lhe algo sobre as experiências extraordinárias que tinham resultado em Gary, Indiana e sobre o trabalho que estava a ser feito em Nova Iorque e outros lugares para que as crianças, ricas e pobres, tivessem as mesmas oportunidades nos estudos. Á medida que falava, ela exclamava de vez em quando: “Mas isso é excelente! Acho admirável! A Grã-duquesa devia ouvir isto!”

 

Eu disse-lhe que gostava muito de conhecer a Grã-duquesa e ela respondeu que poderia haver possibilidade de isso acontecer. Mas não naquele dia, uma vez que a Grã-duquesa estava extremamente ocupada. Perguntou-me quanto tempo é que eu ficaria em Moscovo e disse que dentro dessa semana seria possível arranjar o encontro. Perguntou-me depois o que gostava de ver no convento e quando eu disse que queria ver tudo, ela riu-se, tocando uma campainha. Apareceu então uma pequena freira e a senhora Gardeeve entregou-me a ela com ordens de que me mostrasse todo o convento.


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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Notícias - Mais um álbum revelado

Depois de os arquivos de Czarskoe Selo terem disponibilizado online dois álbuns da família Romanov com fotos nunca vistas em Julho do ano passado, foi agora a vez de o Arquivo Nacional Russo disponibilizar um novo álbum.

 

Desta vez as fotografias mostram o Verão e o inicio do Outono de 1899, numa das primeiras viagens realizadas pelo Standart, o iate imperial. Nelas podemos ver a família a visitar familiares na Dinamarca e em Hesse-Darmstadt, posando ao lado de várias figuras importantes da realeza desta época. Este álbum pode ser consultado na íntegra aqui.

 

Tatiana Nikolaevna com o seu tio, Ernesto Luís de Hesse-Darmstadt

 

 

Olga Nikolaevna, algumas semanas depois, com a Princesa Alexandra de Hohenlohe-Langeburg, Saxe-Coburgo-Gota e Edimburgo

 


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Domingo, 3 de Outubro de 2010

Os Ramos da Família Romanov: Os Vladimirovich

 

Os Vladimirovich eram provavelmente o ramo mais ganancioso e conflituoso da família Romanov. O seu chefe, o Grão-duque Vladimir Alexandrovich, terceiro filho do czar Alexandre II, sonhava em tornar-se czar desde que, com apenas cinco anos de idade, descobriu que o seu avô, o czar Nicolau I, era também um terceiro filho que, por virtude do destino, tinha chegado ao trono.

 

Vladimir Alexandrovich em criança


Este conhecimento fez com que, desde cedo, Vladimir trata-se o seu irmão Alexandre como um rival, embora este nunca tivesse realmente qualquer vontade de ser czar um dia. Esta rivalidade apenas aumentou quando o irmão mais velho deles, Nicolau, morreu subitamente em 1865, tornando Alexandre no czarevich por direito divino.

 

Alexandre teve várias conversas com o seu pai onde o tentou convencer de que não seria a pessoa indicada para o trono, mas Alexandre II abominava a ideia de que a sucessão não seguisse o seu ritmo natural. Quando o futuro Alexandre III tentou fugir com a sua amante (uma dama-de-companhia da mãe), o seu pai descobriu dos planos, mas decidiu utiliza-los a seu favor. Em vez de seguir para o destino que pretendia, o barco atracou no porto de Copenhaga onde o esperava a família real dinamarquesa para o seu noivado com a Princesa Dagmar.

 

Vladimir pouco antes do seu casamento


Quis o destino que Alexandre se apaixonasse por Dagmar e que esquecesse os devaneios da juventude para abdicar dos seus direitos ao trono. Vladimir ficou furioso, ainda mais quando o primeiro filho nascido desta união foi um rapaz saudável. Vladimir nunca ultrapassaria este ressentimento e, quando mais tarde o seu sobrinho subiu ao trono como Nicolau II, tentou por todos os meios controlar o país através dele.

 

Vladimir com a sua esposa, Maria Pavlovna, e os Imperadores Nicolau II e Alexandra Feodorovna

 

Com o seu casamento Vladimir conseguiu encontrar a pessoa perfeita para rivalizar com a sua ambição: a Duquesa Maria de Mecklenburg-Schwerin. Uma bisneta da Grã-duquesa Elena Pavlovna, filha do czar Paulo I, Maria estava noiva de um outro príncipe menor, mas rompeu o noivado assim que percebeu o interesse de um Grão-duque russo em linha de sucessão directa para o trono.


Vladimir conheceu-a durante a viagem de estudo que fez por todo o mundo em 1871, mas convencer o pai a dar-lhe permissão para o casamento foi difícil, uma vez que Maria se recusava veementemente a mudar de religião, tendo sido criada como Luterana. Ao fim de três anos, no entanto, Alexandre II acabou por ceder, permitindo que os noivos se casassem em São Petersburgo, no dia 28 de Agosto de 1874 sem que Maria se convertesse.

 

Vladimir e Maria


Mesmo assim, para ser melhor vista pela Corte, Maria adoptou o nome de Maria Pavlovna de Mecklenburg, mas não pôde receber o título de Grã-duquesa da Rússia.

 

Maria Pavlovna

 

O casal tornou-se rapidamente um dos mais populares de São Petersburgo. Maria partilhava da visão do marido de que Alexandre e Maria Feodorovna deviam ser vistos como rivais, por isso ocupou-se da segunda enquanto Vladimir tratava de ofuscar o irmão politicamente.


Sempre que Maria Feodorovna dava uma festa, recepção ou oferecia chá, Maria Pavlovna arranjava sempre uma forma de a superar com uma festa mais exuberante. Embora não partilhasse da mesma beleza que a futura czarina nos seus primeiros anos, era extremamente inteligente e sentia um à-vontade natural em todas as festas em que participava e eventos de caridade que realizava. Maria Feodorovna não demorou para começar a ter uma opinião desfavorável dela e era sempre o ponto alto de todas as festas ou eventos onde as duas estivessem presentes, quando elas se encontravam para comparar tudo de bom quanto tinham, desde quem estava a usar o melhor vestido até à história mais engraçada que tivessem dos seus filhos.

 

Maria Pavlovna eventualmente construiu a sua própria corte em São Petersburgo e, para rivalizar com os palácios de Maria Feodorovna, foi uma das principais influências na decoração do Palácio de Vladimir. Além da opulência do palácio, Maria Pavlovna tinha também a mais esplendorosa colecção de jóias da Rússia, digna de inveja até de Maria Feodorovna.

 

Vladimirovich junto da família imperial russa

 


Filhos

 

Cyril Vladimirovich

 

O filho mais velho da família era um homem reservado que trocou uma carreira militar no exército por uma na marinha. Serviu na Guerra Russo-Japonesa onde quase morreu quando o navio que comandava embateu contra uma mina subaquatica japonesa. Viria a casar-se em 1905 com a sua prima direita, a Princesa Vitória Melita de Saxe-Coburgo-Gota, ex-mulher do irmão da czarina Alexandra Feodorovna com quem manteve um caso amoroso por vários anos. Como a Igreja Ortodoxa Russa não autorizava casamentos entre parentes tão próximos e este foi realizado sem a permissão do czar, Cyril foi banido da Rússia e perdeu todos os seus títulos e honras militares. A partir de então passou a residir em Coburgo, na Alemanha, onde teve as duas duas filhas mais velhas: Maria e Kira. Contudo o castigo não durou muito e em 1908, após a morte do Grão-duque Aleksei Alexandrovich, Cyril e a família regressaram a São Petersburgo. Quando a Revolução de Fevereiro de 1917 rebentou, Cyril e a esposa foram dos mais fortes apoiantes. Cyril chegou mesmo a desfilar com o seu regimento até ao Palácio de Inverno com uma banda vermelha no braço e Vitória Melita escreveu à sua irmã, a Rainha da Roménia, para lhe dizer que rezava pelo sucesso da Revolta. O objectivo era que Cyril se tornasse czar, mas quando o Governo Provisório começou a perder poder, este achou que o melhor seria refugiar-se na Finlândia onde o seu filho mais novo, Vladimir, nasceu. Mesmo apesar de não ter sido coroado czar oficialmente, Cyril fê-lo por ele próprio, auto-declarando-se Imperador de Todas as Rússias em 1922 quando se encontrava exilado na França, sem que para isso tivesse o apoio da família. A Grã-duquesa Maria Vladimirovna, actual pretendente ao trono russo é sua neta.

 

Cyril com a sua esposa Vitória, as filhas Maria e Kira e o filho Vladimir

 

Boris Vladimirovich

 

Boris era, em tudo, um dandy. Utilizava a sua posição de Grão-duque para seduzir mulheres com prendas caras, gastava o seu dinheiro nos casinos do Mónaco e gastava todo o tempo que tinha a viajar. Foi obrigado a seguir uma caarreira militar no exercito, mas não nutria qualquer amor pela vida de soldado. De facto, durante a Primeira Guerra Mundial, apesar do esforço colectivo, Boris fazia os possíveis para evitar a frente de batalha e continuava a dar grandes e luxuosas festas e jantares. Foi durante um desses jantares que ofendeu gravemente os franceses e os ingleses quando os embaixadores de ambos os países se encontravm presentes. O embaixador fez mesmo uma queixa formal ao rei Jorge V sobre o comportamento dele. Mesmo assim a sua mãe, Maria Pavlovna, disse a Nicolau II e à sua esposa que queria ver o seu filho Boris casado com a Grã-duquesa Olga Nikolaevna, algo que chocou Alexandra Feodorovna. Por sorte do destino, Boris conseguiu escapar à prisão e passou os seus restantes anos no exílio em Paris com a sua amante, vivendo uma vida levemente mais regatada.

 

André Vladimirovich

 

André foi talvez o mais recatado dos seus irmãos e, por isso, o menos conhecido. Sempre foi extremamente tímido e tinha uma relação mais próxima com a sua irmã mais nova, Elena, do que com qualquer dos irmãos mais velhos. Longe de ver isto como uma qualidade, a sua mãe via a timidez do seu filho como um impedimento, pois achava que todos os Grão-duques deviam ter uma personalidade forte. No entanto, apesar dos seus esforços, André nunca conseguiu soltar-se. No entanto, durante a sua juventude, André encontrou uma motivação para se rebeliar contra a sua mãe, depois de ser apresentado pelos seus irmãos à bailarina Matilde Kschessinskaya, a antiga amante do czar Nicolau II que na altura mantinha um relacionamento amoroso com outro Romanov, o Grão-duque Sérgio Mikhailovich. Isso não a impediu de envolver também André no seu circulo e os dois primos partilharam a mesma amante durante mais de vinte anos. No entanto, durante a guerra, Matilde escolheu finalmente André. Já em exilio, em Paris, os dois casaram-se. André foi também um dos poucos membros da família a acreditar que Anna Anderson era Anastásia.

 

Elena Vladimirovna


Elena foi a única filha da família e testemunhos da sua época dizem que ela herdou uma versão mais moderada da personalidade da sua mãe, embora essa moderação não surgisse até à sua adolescência. Quando era criança Elena chegou a ameaçar um pintor com uma faca quando perdeu a paciência ao posar para um retracto. Elena não era considerada bonita para a sua época. Chegaram a existir negociações para um noivado com o Arquiduque Francisco Fernando da Áustria que não resultaram em nada e depois o Príncipe Max de Baden rompeu o noivado que a mãe dela tinha arranjado quando já havia até fotos dos dois juntos para o casamento. Por fim Elena contraiu matrimónio com o Príncipe Nicolau da Grécia, filho do Rei Jorge I. A união foi muito feliz e resultou no nascimento de três filhas: Olga, Isabel e Marina. Olga tornou-se Princesa da Sérvia após o seu casamento com o Príncipe Paulo e Marina casou-se com o Príncipe Jorge, Duque de Kent, o filho mais novo do Rei Jorge V do Reino Unido. O actual Duque de Kent, Eduardo, é seu filho.

 

Elena com as suas filhas


publicado por tuga9890 às 09:53
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